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22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Mato Grosso tem programação até sexta-feira (24)

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Começou, nesta quarta-feira (22.10), a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), considerado o maior evento de popularização da ciência de Mato Grosso. A programação conta com exposições científicas, palestras, premiações, entre outras atividades que estão ocorrendo no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

A abertura oficial do evento, promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), contou com a presença de autoridades, pesquisadores, professores, estudantes e representantes de instituições parceiras, que reafirmaram o compromisso com o avanço científico e tecnológico do estado.

Durante a manhã também foi realizada a Reunião do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, que discutiu diretrizes e estratégias para o fortalecimento da área em Mato Grosso.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, reforçou o seu compromisso com a oferta de educação pública. “O nosso interesse aqui são os alunos, especialmente aqueles filhos de trabalhadores e trabalhadoras que, assim como eu, encontraram na educação uma forma de melhorar a sua vida. É por isso que nós lutamos por uma educação pública de qualidade e inclusiva”, afirmou o secretário.

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Em sua fala, Allan ainda disse que o Governo do Estado, em parceria com o Governo Federal, tem cada vez mais transformado a indústria mato-grossense. “E não existe indústria sem ciência e sem inovação”, completou.

A dirigente do escritório de Brasília e Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, celebrou o compromisso com desenvolvimento tecnológico e de inovação do Governo de Mato Grosso. A diretora que compôs o dispositivo de autoridade representando a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, também ressaltou que “fazer ciência é combater as fake news”, destacando além disso a importância da diversidade na área, celebrando de modo especial a presença das mulheres presentes no evento.

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá, em uma fala direcionada aos alunos fez uma analogia sobre o potencial do Brasil ser mundialmente conhecido não só como o país do futebol, mas uma nação que realmente valoriza a ciência.

“Queremos ter novos Ronaldinhos, mas também queremos craques da ciência. É investir na inovação e na pesquisa que irá melhorar a qualidade de vida do brasileiro. E por isso que precisamos de mais eventos como este”, disse Marcos.

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A reitora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Vera Maquêa, também direcionou a sua fala aos jovens estudantes. “Vocês não são só as pessoas do futuro, vocês são as pessoas do agora, que já estão transformando Mato Grosso através da ciência e tecnologia. E as nossas instituições do Estado estão abertas para acolher vocês e toda essa criatividade”, pontuou a Reitora.

A 22ª SNCT segue até sexta-feira, 24 de outubro, com entrada gratuita e atividades para todos os públicos, das 8h às 17h. Confira a programação completa, clicando aqui.

*Com supervisão de Beatriz Passos.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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