A Academia Mato-grossense de Letras realiza a primeira edição do projeto “Casa Aberta” nesta quinta-feira (13.2), a partir das 18h, na Casa Barão de Melgaço, em Cuiabá. Com diversas atividades culturais, a iniciativa conta com investimentos do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). A entrada é gratuita.
A programação contará com um DJ, apresentações de break, competição de slam feminino, premiando a vencedora com R$ 400 reais. Faz ainda parte da agenda o “Papo Acadêmico”, com a participação de Edson Flávio, Agnaldo Rodrigues e Olga Castrillon. Os três autores representam Cáceres, município selecionado como destaque desta primeira edição.
As artes plásticas de Cáceres também vão marcar presença no evento com uma exposição de obras dos artistas Iram Almeida, Sálvio Jr., Adaiele Almeida, Elizabete Nascimento e Eduardo Martins.
Haverá ainda a exibição do documentário “Natalino Ferreira Mendes – Mestre da Cultura”, de Olga Castrillon e Leo Sant’ana. A obra audiovisual homenageia o literato que fez parte da Academia Mato-grossense de Letras.
Ao final, o microfone ficará aberto para leituras dramatizadas, encenações e declamações.
Durante o ano, a Academia Mato-grossense de Letras vai promover doze edições da Casa Aberta, sempre às segundas quintas-feiras de cada mês. O projeto envolve ainda um trabalho de pesquisa e mapeamento no Centro Histórico de Cuiabá e iniciativas concomitantes com a população vulnerável e em situação de rua.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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