MATO GROSSO

Área de Soltura Fazenda São Benedito, em Jangada, recebe 8 animais silvestres aptos para voltarem à natureza

Publicado em

A Área de Soltura de Animais Silvestres da Fazenda São Benedito, em Jangada, recebeu, neste mês de agosto, 8 animais silvestres aptos para voltarem à natureza. Os animais foram destinados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), sendo 3 araras-canindé adultas, 1 tatupeba juvenil, 1 urubu-de-cabeça-preta juvenil, 1 periquito-de-encontro-amarelo juvenil, 1 jabuti-piranga adulto e 01 Anú-coroca adulto.

Entre os animais, 2 das araras-canindé receberam tratamento médico veterinário em uma clínica de Sorriso, credenciada junto à Sema, após serem resgatadas com lesão nas asas e escoriações. Após alta médica, as aves se encontraram aptas para soltura imediata, assim como a 3ª, que foi resgatada em Cáceres e passou por tratamento veterinário para curar uma inflamação dos sacos aéreos (aerossaculite).


O tatupeba foi resgatado em Tangará da Serra, com o apoio da Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUD) da Sema no município, com quadro de pneumonia. Após tratamento veterinário ele foi levado para a fazenda e ficará em aclimatação e cuidados nutricionais para futura soltura branda, feita com acompanhamento.

Os outros 4 animais foram resgatados na baixada cuiabana. O periquito-de-encontro-amarelo foi uma entrega voluntária e por estar com as penas das asas e rabo cortado, que são crimes ambientais, ele não tem plenitude de voo. O animal ficou sob os cuidados de uma tutora para cuidados nutricionais e ficará em recuperação na área de soltura até o crescimento das penas e aclimatação para futura soltura.

Leia Também:  Operação integrada fiscaliza área de garimpos no norte de MT e constata danos ambientais

O urubu-de-cabeça-preta foi resgatado após ataques de cães, ao cair em um quintal e após tratamento veterinário teve a soltura imediata na fazenda São Benedito. Já o jabuti e o anú não precisaram de atendimento médico e foram levados ao local para soltura branda.

Área de Soltura de Animais Silvestres da Fazenda São Benedito

A Fazenda São Benedito é uma área de soltura cadastrada pela Sema desde 2022 e no primeiro semestre de 2025 recebeu aproximadamente 90 animais silvestres, entre eles 18 exemplares de filhotes de Marrecos, 14 exemplares araras-canindés e 10 exemplares de jabutis.

Em 2024, o local recebeu mais de 150 animais como araras, papagaios, paca, cotia, anta, curiós, bicudos. O local tem um papel importante na reabilitação de periquitos, jandaias e maracanãs, que ao serem resgatados filhotes exige cuidados intensivos como alimentação com papinha específica.


A bióloga e servidora da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiro, Rebeca Marcos, ressalta a importância da área de soltura, que se adequa cada ano para receber um maior número de espécies de animais silvestres. “Este ano a área de soltura, que tem esta parceria com a Sema há mais de 2 anos, começou a receber filhotes de antas para reabilitação”.

Leia Também:  Mato Grosso encerra primeira semana das Paralimpíadas com 44 medalhas e 11 recordes nacionais

Três filhotes de antas levadas ao local para cuidados nutricionais já foram destinados para empreendimentos. No momento estão no local 2 filhotes de antas, sendo que um deles foi levado ao local há aproximadamente 10 dias após ser encontrado na beira da rodovia e passar por tratamento médico em clínica veterinária de Sorriso. O filhote ficará na área de soltura para cuidados nutricionais e aclimatação em ambiente adequado, com presença de corpo d´água e vegetação nativa.


“Eu sempre gostei de animal silvestre e estamos aqui hoje com esta parceria com a Sema. Daqui mais uns 10 anos para frente, se Deus abençoar, isso aqui vai estar povoado cada dia mais de animais”, comemora Sanid José Nassarden, responsável pela Área de Soltura.

Veja o vídeo da soltura e destinação dos animais : https://youtube.com/shorts/x7sgDK_5Ie4?feature=shared

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

Ministério Público MT

Educação inclusiva passa pela garantia da comunicação

Published

on

O segundo dia da capacitação “Abraçando as Diferenças: Escola para Todos”, promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), começou marcado por reflexões sobre comunicação, desenvolvimento humano e inclusão escolar. Realizado na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, o primeiro painel da programação desta sexta-feira (21) reuniu especialistas para debater a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) e sua importância na garantia do direito à aprendizagem, à participação e à interação de pessoas com necessidades complexas de comunicação.O painel, presidido pelo coordenador-adjunto do Centro de Apoio Operacional (CAO) Educação, promotor de Justiça Fernando de Almeida Bosso, teve início com a palestra “Fundamentos Teóricos para Compreensão da Necessidade – Uso da CAA”, ministrada pela fonoaudióloga do Comunic@TEA, Cândida Rosa de Lima Andrade.Durante a apresentação, a especialista compartilhou sua experiência pessoal como mãe atípica para demonstrar a importância de compreender os processos de comunicação das pessoas com deficiência. Ela relatou a trajetória vivida com o filho e defendeu a necessidade de superar concepções equivocadas sobre a ausência de comunicação.“Uma pessoa não deixa de pedir água porque não tem interesse de interagir. Alguma coisa muito importante aconteceu nesse cérebro. Acho que uma das maiores crueldades que a gente pode fazer com outro ser humano é acreditar que ele não interage porque não tem vontade”, afirmou.Cândida ressaltou que toda pessoa busca formas de se comunicar e interagir com o ambiente e que o desafio está em identificar quais barreiras impedem essa expressão. Segundo ela, o aumento do número de diagnósticos e o aprofundamento das pesquisas exigem que profissionais e gestores públicos ampliem a compreensão sobre os diferentes transtornos e suas especificidades.Na sequência, a psicóloga do Comunic@TEA, Maraíze Aparecida Zorlon Dias Hernandes, conduziu a palestra “Desenvolvimento Humano como Base para Compreender Comunicação e Aprendizagem”. A palestrante destacou que a inclusão exige um olhar mais amplo sobre o processo de desenvolvimento infantil e sobre as habilidades necessárias para que crianças e adolescentes participem efetivamente do ambiente escolar.Segundo ela, compreender o desenvolvimento humano permite identificar os apoios necessários para garantir não apenas a aprendizagem acadêmica, mas também a participação social dos estudantes.“Quando a gente fala de inclusão, as primeiras discussões costumam ser sobre diagnóstico, adaptações e direitos. Mas a proposta é olhar para o desenvolvimento como uma ferramenta que nos auxilia na intervenção e na atuação com o aluno”, explicou.Durante o debate, o promotor de Justiça Fernando de Almeida Bosso levantou questionamentos sobre um dos mitos mais recorrentes relacionados à Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA): a crença de que o uso desses recursos poderia prejudicar ou retardar o desenvolvimento da fala.“Ainda existe a ideia, inclusive entre profissionais da saúde, da educação e familiares, de que a comunicação aumentativa e alternativa pode atrasar o desenvolvimento da fala. Muitas vezes se priva aquela criança de uma atividade básica e necessária para qualquer ser humano, que é se comunicar”, observou.O presidente da mesa também destacou os desafios enfrentados pelas mães atípicas, frequentemente sobrecarregadas pelo cuidado dos filhos, e defendeu a importância do autocuidado e do fortalecimento das redes de apoio.Encerrando o painel, a fonoaudióloga Alessandra Gomes Buosi apresentou a palestra “Avaliação e Suporte à Implementação de CAA no Contexto Educacional”. Em sua exposição, ela compartilhou experiências pessoais e profissionais que evidenciam a transformação promovida pela comunicação alternativa na vida de pessoas com deficiência.A especialista reforçou que a CAA não substitui a fala nem impede seu desenvolvimento. Pelo contrário, amplia as possibilidades de comunicação e participação social das pessoas com necessidades complexas de comunicação.“Todo mundo tem algo a dizer. Quando falamos em avaliação para CAA, não é para saber se a pessoa é candidata ou não. Se ela tem dificuldade de compreender ou de se expressar, ela pode se beneficiar. O único pré-requisito é estar respirando”, disse.Alessandra também destacou que recursos visuais e estratégias de comunicação acessível beneficiam não apenas pessoas com deficiência, mas todos os estudantes. “Ninguém nunca teve reação adversa à implementação de CAA. Só aconteceu coisa boa”, enfatizou.A capacitação integra o projeto estratégico institucional “Abraçando as Diferenças: Escola para Todos”, realizado em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT; Centro de Apoio Operacional da Pessoa com Deficiência; CAO Educação; Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMP); e as instituições Turma do Jiló e Comunic@TEA. O evento segue com palestras e debates voltados ao fortalecimento das políticas de educação inclusiva e à garantia dos direitos das pessoas com deficiência.

Leia Também:  Mato Grosso encerra primeira semana das Paralimpíadas com 44 medalhas e 11 recordes nacionais

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA