MATO GROSSO

Autor de ameaças e violência psicológica contra companheira é preso pela Polícia Civil em Porto Alegre do Norte

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Um homem investigado por ameaças e agressões psicológicas praticadas contra a companheira foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na quarta-feira (12.2), em ação de combate a violência doméstica, realizada pelos policiais da Delegacia de Porto Alegre do Norte.

O suspeito de 45 anos, que se recusava a deixar a residência do casal, foi preso em flagrante pelo crime de ameaça e violência psicológica no âmbito da violência doméstica.

As investigações iniciaram após a vítima de 49 anos procurar a Delegacia de Porto Alegre do Norte, relatando o histórico de violência que vinha sofrendo em seu relacionamento. Segundo as informações, o casal manteve uma relação conturbada por seis anos, marcada por episódios de ciúme excessivo, xingamentos e agressões.

Na quarta-feira (12), ocorreu um novo desentendimento entre o casal, ocasião em que o suspeito voltou a proferir ameaças e tumultuar o ambiente doméstico, recusando-se a deixar a residência que dividiam.

Com base nas informações passadas, a equipe da Delegacia de Porto Alegre do Norte se deslocou até a residência, onde realizou a prisão do suspeito. Ele foi conduzido à unidade policial, onde foi lavrado o flagrante e adotadas as medidas para garantir a segurança da vítima.

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O delegado titular de Porto Alegre do Norte, Victor Donizete de Oliveira Pereira, explica que assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe da Polícia Civil deu total prioridade ao caso, ouvindo a vítima e registrando seu depoimento.

“Durante a oitiva, a vítima relatou os abusos constantes e reforçou a necessidade de uma medida protetiva para evitar novas agressões. O caso evidencia a importância da denúncia e o papel essencial da Polícia Civil no enfrentamento à violência contra a mulher. A atuação célere e precisa dos policiais não apenas garantiu segurança à vítima, como também reforçou a mensagem de que agressores não ficarão impunes”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena padrasto por tentar matar enteado de 10 anos

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O Tribunal do Júri da Comarca de Tapurah (390 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (21), D.P.N. a 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o filho de sua então companheira, uma criança de 10 anos de idade. A condenação foi decidida pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a materialidade e a autoria do crime. O crime ocorreu em dezembro de 2024, no município de Itanhangá. Conforme apurado durante a instrução processual, o acusado atacou a vítima com um canivete ao final de um dia marcado por episódios de agressividade contra familiares. A criança sobreviveu porque a ação foi interrompida por pessoas que estavam no local e intervieram para conter o agressor.Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido praticado contra menor de 14 anos. Também foi aplicada a causa de aumento de pena prevista para crimes cometidos contra descendente, ascendente, irmão, cônjuge, companheiro ou pessoa com quem o autor mantenha vínculo familiar, em razão da relação de padrasto e enteado entre o réu e a vítima.Na sentença, a presidente do Tribunal do Júri, juíza Patrícia Bedin, destacou a elevada reprovabilidade da conduta e as graves consequências sofridas pela criança. Segundo a decisão, a vítima sofreu um corte profundo de aproximadamente 15 centímetros na região do tórax e da axila, lesão que exigiu atendimento hospitalar de urgência e deixou sequelas físicas visíveis, além de impactos emocionais permanentes.Ao fixar a pena, a magistrada também considerou desfavoráveis circunstâncias como os antecedentes criminais do réu e sua personalidade voltada à prática de violência doméstica. A sentença registra que testemunhas relataram histórico de comportamentos agressivos em relacionamentos anteriores, inclusive contra ex-companheiras e filhos delas. A decisão ressalta ainda que a execução do crime esteve próxima da consumação. Conforme consta na sentença, o acusado desferiu um golpe de canivete direcionado ao pescoço da criança, que tentou se defender e acabou atingida no tórax direito. O ataque somente não resultou em morte devido à intervenção imediata de familiares e ao rápido socorro médico prestado à vítima. Violência vicária – o caso também evidenciou uma modalidade de violência doméstica conhecida como violência vicária, caracterizada pela utilização dos filhos como instrumento para atingir emocionalmente a mãe. Durante o processo, ficou demonstrado que o ataque à criança tinha como motivação central causar sofrimento à genitora da vítima, circunstância que fundamentou o reconhecimento do motivo torpe pelo Conselho de Sentença.Para o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a condenação representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante de casos de violência praticados contra mulheres, crianças e adolescentes.“O Ministério Público de Mato Grosso reafirma seu compromisso permanente no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher e contra a criança e o adolescente, atuando de forma articulada com as forças de segurança, o Poder Judiciário e a rede de proteção para garantir resposta rápida, apuração rigorosa e responsabilização de agressores nesses casos”, afirmou.O réu permanecia preso preventivamente durante a tramitação da ação penal e teve a custódia mantida após a condenação.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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