A Banda Calorosa lança, na próxima sexta-feira (25.4), seu novo single “De Emetê (DMT)”, em todas as plataformas de streaming. Fazendo uma imersão pela ancestralidade mato-grossense, a música é o abre-alas do próximo EP da banda, selecionado no edital Viver Cultura – edição Lei Paulo Gustavo, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
“De Emetê (DMT)” tem letra de Bruno El Joe, que produziu a música junto a Daniel Cruz, o “Alien Talk”, incorporando batidas eletrônicas ao single. Para compor cada verso, Bruno El Joe foi a fundo na história de formação do Estado. Resultado também de um estudo minucioso do Hino de Mato Grosso, a música também emula alguns de seus trechos.
Subliminarmente, o ouvinte é levado a refletir sobre a exploração de territórios de populações originárias ou tradicionais. Para valorizar a ancestralidade, na toada da dicotomia e jogo de palavras, a música exalta a cultura tradicional ribeirinha, do povo negro e quilombola, além de celebrar costumes indígenas.
Banda dedicada à experimentação musical a partir da pesquisa de ritmos tradicionais e fusão a sons contemporâneos, a Calorosa têm chamado atenção nacional. Especialmente, pela valorização, divulgação e ressignificação de gêneros tradicionais e populares, como é o caso do rasqueado, cururu e lambadão, recriados a partir do encontro com o rock e o eletrônico, caso do novo single.
No dia 30 de abril, a banda tem apresentação marcada em Salvador (BA), por meio do projeto “Do Pantanal ao litoral”, aprovado pelo Circuito Funarte de Música Pixinguinha 2023, que viabiliza o intercâmbio da banda e do artista Paulo Monarco, com a Cabokaji (BA).
A plateia cuiabana também poderá conferir o show de lançamento do single “De Emetê (DMT)”, no dia 26 de abril, no Rebu Bar, a partir das 20h.
Serviço:
Lançamento do single “De Emetê (DMT)” Dia 25 de abril, em todas as plataformas de streaming (Spotify, Deezer, Tidal, Youtube e outras)
Show de lançamento do single Dia 26 de abril, no Rebu Bar, em Cuiabá, a partir das 20h
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apresentou, em audiência na Assembleia Legislativa (ALMT) nesta quarta-feira (22.8), os bons resultados da reestruturação do serviço de atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso, feita em junho de 2025, para atuação integrada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros Militar.
Desde a integração, o tempo de resposta às chamadas de emergência em Cuiabá e Várzea Grande diminuiu de 25 para 17 minutos. O número de atendimentos prestados à população nessas duas cidades aumentou de 5.578, no primeiro trimestre de 2025, para 8.692, no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 55%.
“É inegável o fortalecimento do serviço de Atendimento Pré-hospitalar com a parceria do Corpo de Bombeiros e, no campo técnico e operacional, o nosso foco é a melhora do sistema, para chegarmos em 10 minutos de tempo de resposta”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
O secretário demonstrou que os avanços no atendimento pré-hospitalar são nítidas. Há um planejamento de expansão do Samu, com a previsão de ampliação das unidades para 2027, para poder fortalecer o serviço com foco no cidadão.
“Não há extinção do Samu. A estratégia do Estado é de usar os recursos que tem e escolher o melhor caminho, que entregue o melhor resultado. Inclusive nós fizemos uma proposta de mais 28 unidades de Samu municipais. Nós vamos juntar força sim e fazer essa abrangência até atingir os 100% de cobertura. Nós só temos a ganhar com esse processo”, afirmou.
O secretário também ponderou o custo do Samu mantido pelo Estado na Baixada Cuiabana gira em torno de R$ 5 milhões e que o valor repassado pelo Governo Federal para esse serviço é de, em média, R$ 500 mil.
Após a cooperação entre Samu e Bombeiros, houve ampliação da cobertura, integração operacional e melhoria dos indicadores assistenciais. O número de equipes ativas aumentou de 64 para 89 no Estado, alta de 39%. A previsão para 2027 é de Mato Grosso ter 115 equipes ativas, uma alta de 29%, e o atendimento pré-hospitalar estar presente em 63 municípios.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, acrescentou que o termo de cooperação ajudou a população do interior a ter um atendimento regulado.
“O termo de cooperação ajudou a levar qualidade de atendimento, já que eu tenho suporte anterior médico daquela pessoa que está lá fazendo atendimento. E eu tenho o profissional de saúde lá no interior fazendo atendimento dentro das viaturas. O serviço ganhou regulação médica, ganhou supervisão médica. Então, para a população de Mato Grosso, eu não tenho dúvida que houve um ganho”, explicou.
Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp). As chamadas para os números de emergência médica 192, do Samu, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.
“O que a gente fez aqui foi unificar a central, a gente não conseguiu unificar o número, mas todo o número de emergência cai lá justamente para poder favorecer ao cidadão a ter um atendimento melhor”, acrescentou o coronel.
Segundo a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, com a regulação integrada entre as instituições, a cobertura do serviço de atendimento pré-hospitalar móvel no Estado passou de 1,2 milhão para cerca de 1,6 milhão de pessoas.
“A iniciativa integra as ações do Governo do Estado para fortalecer a Rede de Urgência e Emergência e ampliar o acesso da população ao atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso. Antes da integração com o Corpo de Bombeiros, eram 12 equipes de atendimento pré-hospitalar na Baixada Cuiabana. Após a parceria, esse número saltou para 25 equipes”, afirmou.
Pesquisa mostra aprovação da população à integração
Em pesquisa de satisfação do cidadão realizada pelo Corpo de Bombeiros, a população tem demonstrado grande aprovação do novo modelo: mais de 91,3% consideram o atendimento prestado como excelente ou bom, e 87,8% avaliam como excelente ou bom o tempo de resposta das equipes de resgate.
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