Um recém-nascido de apenas quatro dias foi salvo por um bombeiro militar após se engasgar com leite materno, na manhã de sexta-feira (26.6), em Cuiabá.
A mãe da criança procurou ajuda diretamente na residência do soldado BM David Heine, que estava de folga no momento da ocorrência. Ao perceber que o bebê apresentava sinais de obstrução das vias aéreas por corpo estranho (OVACE) e estava hipoativo, o militar iniciou imediatamente as manobras de desengasgo.
Após os procedimentos, o bombeiro militar conseguiu restabelecer a respiração da criança ainda no local.
O soldado contou que foi surpreendido pelo pedido de socorro enquanto estava em casa e iniciou imediatamente o atendimento ao recém-nascido.
“Uma vizinha chamou na porta da minha casa com seu bebê recém-nascido engasgado com leite. Devido ao chamado angustiado, atendi rapidamente e iniciei a manobra de tapotagem. Simultaneamente, orientei minha esposa a acionar o Ciosp. Após algumas tentativas da manobra sem sucesso, efetuei a aspiração do líquido, conseguindo restabelecer a respiração do bebê”, relatou.
Na sequência, a equipe da Unidade de Resgate (UR) de Cuiabá foi acionada para prestar apoio à ocorrência. No momento da chegada da equipe, o bebê já se encontrava desengasgado, apresentando coloração normal, ativo e reativo. A criança foi encaminhada junto com a mãe ao hospital.
O militar também destacou o sentimento de alívio após conseguir socorrer o recém-nascido.
“A sensação é gratidão e alívio ao mesmo tempo por ter feito tudo da forma correta, ter dado certo e ter conseguido entregar a criança de volta à mãe. A gente é treinado para isso, mas, quando envolve uma ocorrência com criança, a gente fica um pouco nervoso. Mas, graças a Deus, deu tudo certo”, afirmou.
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande recomendou à Prefeitura de Várzea Grande a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogério de França Martins, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro. O Ministério Público também orientou a análise da necessidade de afastamento do gestor durante as investigações. A recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil instaurado para verificar se os valores recebidos por Rogério Martins têm relação com o exercício do cargo, com recursos públicos ou com interesses de terceiros vinculados à autarquia. Segundo o Ministério Público, os fatos apurados podem configurar infrações administrativas, atos de improbidade administrativa e até crimes contra a administração pública, caso sejam confirmadas irregularidades. De acordo com a investigação, o vídeo divulgado pela imprensa mostra o presidente do DAE sentado diante de uma mesa no momento em que recebe um maço de dinheiro, que posteriormente seria guardado no bolso da calça. Em outro trecho das imagens, uma sacola contendo valores em espécie é entregue ao gestor. O material audiovisual foi analisado pela Promotoria de Justiça responsável pelo caso. O Ministério Público também considerou a divulgação de um áudio atribuído a Rogério Martins, no qual ele solicita apoio de membros e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio registrado nas imagens. A Promotoria cita ainda a existência de outra investigação relacionada a supostas irregularidades no DAE, envolvendo o pagamento de produtividade a servidores e possível desvio de recursos públicos. Segundo a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, a medida busca assegurar a adequada apuração dos fatos e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.“A Administração Pública tem o dever de investigar toda situação que possa comprometer a legalidade, a moralidade e a confiança da população nas instituições. Nossa recomendação visa justamente garantir que os fatos sejam esclarecidos e que as providências cabíveis sejam adotadas.”, explicou. Na notificação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que o município informe as medidas adotadas e encaminhe documentos que comprovem o atendimento da recomendação. Além disso, as informações apuradas foram compartilhadas com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção das providências cabíveis.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.