MATO GROSSO

Bombeiros combatem incêndio em poste de energia elétrica em Campo Verde

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atuou, na tarde desta terça-feira (29.10), no combate a um incêndio em uma rede de baixa tensão e fibra ótica, em um poste de energia elétrica na Avenida São Paulo, na região central de Campo Verde (139 km de Cuiabá).

Funcionários de uma empresa de telecomunicação realizavam a passagem de fios no momento do incêndio, e relataram que o fogo começou após um curto circuito na linha de baixa tensão.

A equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) se deslocou rapidamente ao endereço e iniciou o combate ao fogo utilizando a técnica de “pacote d’água”, que consiste em direcionar jatos de água em forma de pacotes compactos, permitindo a melhor infiltração nas chamas e um controle mais preciso da temperatura.

Após a ação, a equipe realizou o isolamento do local e solicitou apoio da concessionária de distribuição de energia elétrica para realizar a manutenção e reparos necessários.

Não houve registro de vítimas durante a ocorrência.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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