MATO GROSSO

Bombeiros reforçam preparo para resgate de animais silvestres em incêndios florestais

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Bombeiros militares participam, nesta semana, de uma capacitação voltada ao resgate, à captura e ao manejo de animais silvestres afetados por incêndios florestais. O objetivo é aprimorar os conhecimentos e as técnicas empregadas nessas ocorrências, garantindo que os bombeiros estejam aptos a resgatar e prestar assistência aos animais afetados nessas ocorrências.

A iniciativa integra os preparativos do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) para o período de estiagem, que deverá ser mais severo neste ano em razão dos efeitos do fenômeno El Niño, responsável pela redução do volume de chuvas e pela elevação das temperaturas, fatores que favorecem o aumento de incêndios.

O treinamento faz parte do 3º Simpósio de Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

De acordo com o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, a participação dos militares representa um importante avanço na qualificação das equipes especializadas que atuarão diretamente no resgate da fauna em ocorrências ambientais.

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Os militares serão mobilizados a partir de 1º de julho, com o início do período proibitivo do uso do fogo, e atuarão em áreas estratégicas do Estado, como na região da Transpantaneira, em Poconé, onde as equipes permanecerão de prontidão para atender ocorrências envolvendo animais silvestres.

“O objetivo é garantir um atendimento rápido e adequado aos animais encontrados durante as operações. Nossos bombeiros atuam em conjunto com veterinários e servidores da Sema, realizando o resgate, a estabilização inicial e, quando necessário, o encaminhamento para tratamento especializado”, explicou o tenente-coronel Souza.

A programação do simpósio inclui palestras, oficinas e atividades práticas. Entre os temas abordados estão a gestão integrada do fogo, o uso do sensoriamento remoto no monitoramento ambiental e técnicas especializadas de captura, contenção e manejo de animais silvestres. O evento também reúne representantes da Polícia Militar Ambiental, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap), de Mato Grosso do Sul.

“Todos os anos realizamos essa capacitação em conjunto com a Sema para preparar nossos militares para o período de incêndios florestais. Neste ano, a iniciativa ganhou uma dimensão ainda maior com a realização do simpósio, que reúne diferentes instituições e especialistas para compartilhar conhecimentos e experiências voltados ao manejo e ao resgate de animais silvestres”, concluiu o comandante do BEA.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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