O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na madrugada desta quinta-feira (9/4), um homem que ficou ferido após colidir o veículo que conduzia contra um poste de energia elétrica, na Avenida Planalto, em Água Boa (a 630 km de Cuiabá).
A equipe do 2º Pelotão Independente Bombeiro Militar (2º PIBM) foi acionada por volta da meia-noite, via telefone funcional, para atender a uma ocorrência de acidente de trânsito.
No local, os bombeiros encontraram o veículo colidido frontalmente contra o poste, com o condutor ainda dentro do automóvel. Ele estava consciente, porém apresentava queixas de dor na região torácica e um ferimento no crânio.
Durante a avaliação inicial, a equipe não identificou sinais evidentes de comprometimento imediato das vias aéreas, da respiração ou da circulação. No entanto, o mecanismo do trauma indicava alto potencial lesivo.
Isso porque foi observado, no para-brisa do automóvel, um sinal característico de impacto, conhecido como “olho de boi”, indicando possível projeção da cabeça do condutor contra o vidro. O volante também estava entortado, sugerindo forte impacto torácico.
Diante da situação, a equipe realizou a estabilização da coluna cervical da vítima ainda dentro do automóvel, procedeu à imobilização em prancha longa e adotou medidas para o controle do ferimento no crânio, com o objetivo de prevenir agravamentos.
Após a estabilização, a vítima foi retirada do veículo, encaminhada ao Hospital Regional de Água Boa e entregue à equipe médica para avaliação detalhada e continuidade do atendimento. Não há informações sobre as causas do acidente.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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