MATO GROSSO

Capitães concluem Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da Polícia Militar em Cuiabá

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A Polícia Militar de Mato Grosso promoveu, nesta quinta-feira (19.3), a formatura do 16º Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), durante solenidade realizada no auditório do Quartel do Comando-Geral, em Cuiabá.

Participaram desta turma 57 capitãs, sendo 9 do Corpo de Bombeiros Militar, que passaram por um intenso preparo e qualificação para assumirem o posto de Oficial de Estado-Maior de tenente-coronel e major.


Durante o curso, os militares foram capacitados para o aprimoramento técnico e científico, com conteúdos direcionados tanto às ações operacionais quanto à gestão administrativa. O objetivo é aperfeiçoar os oficiais para atuarem de forma mais eficiente no planejamento, coordenação e execução de políticas de Segurança Pública.

O curso teve duração de 14 semanas e contou com 15 disciplinas que exigiram pesquisas científicas. Os militares ainda tiveram cinco seminários com 10 mini cursos já desenhados. Ao todo, foram cerca de 385 horas aula para conclusão da formação.

O comandante da Academia de Polícia Costa Verde (APM), tenente-coronel Gabriel Rodrigues Leal, parabenizou os militares pela conclusão do curso e afirmou que o CAO assume fundamental importância na esfera militar por ser um dos requisitos para a promoção dos militares.

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“A qualificação também reforça o papel da Polícia Militar no enfrentamento à criminalidade, por meio de estratégias mais modernas, baseadas em análise de dados, inteligência e gestão de recursos. Além disso, o curso amplia a capacidade dos oficiais para tomada de decisões em situações complexas, garantindo maior eficiência nas ações da corporação”, discursou o tenente-coronel Leal.

O comandante-geral da Polícia Militar, Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, destacou a importância do curso para o fortalecimento institucional. Segundo ele, investir na formação continuada dos oficiais é essencial para acompanhar as mudanças na sociedade e aprimorar os serviços prestados à população.


“O Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais representa um avanço na carreira dos nossos militares e a união das Forças de Segurança no Estado. Estamos preparando líderes mais capacitados, com conhecimento técnico e visão estratégica, prontos para enfrentar os desafios da segurança pública com responsabilidade e eficiência. Essa formação concretiza a valorização dos servidores públicos que dedicam suas vidas em prol da sociedade mato-grossense”, afirmou coronel Fernando.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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