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Central Estadual de Transplantes faz captação de rins e córneas em Nova Mutum

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A Central Estadual de Transplantes, administrada pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES), realizou uma captação de múltiplos órgãos em Nova Mutum nesta segunda-feira (10.11). Esta foi a 14ª captação realizada pelo Estado neste ano, já superando as 13 realizadas ao longo de 2024.

O procedimento, no Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro, começou às 13h48 e terminou às 15h56, onde foram captados dois rins e duas córneas. Quatro pacientes que aguardam por um transplante serão contemplados.

Além da Central Estadual de Transplantes, também participaram da ação o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). A equipe captadora é de Mato Grosso: do Hospital São Mateus e do Banco de Olhos de Cuiabá.

“É preciso agradecer a solidariedade de uma família enlutada, que consentiu com a realização da captação de órgãos que vai salvar vidas. Que cada vez mais a gente consiga conscientizar a população sobre a importância desses procedimentos”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

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A secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, parabenizou as equipes pelo trabalho feito para salvar vidas. “Estamos colhendo os frutos de capacitações promovidas pela Secretaria voltadas aos profissionais das unidades captadoras para a conscientização e ampliação das captações e transplantes em Mato Grosso”, avaliou.

Segundo a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, outra captação de múltiplos órgãos já tinha sido feita no município no dia 30 de outubro.

“Isso mostra que estamos conseguindo realizar cada vez mais procedimentos em todo o Estado. Nas 14 captações de múltiplos órgãos deste ano, foram captados 22 rins, nove fígados e um coração”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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