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Com investimento de R$ 8,8 milhões, Governo de MT entrega mais uma escola reformada e ampliada em Cuiabá

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O Governo de Mato Grosso entregou, na manhã desta sexta-feira (7.11), mais uma reforma e ampliação de escola da Rede Estadual. Com um investimento de R$ 8,8 milhões, estudantes, professores e demais servidores da Educação receberam o novo prédio da Escola Estadual Raimundo Pinheiro da Silva, no bairro Jardim Shangri-Lá, em Cuiabá.

O investimento contemplou a reforma completa de dois blocos educacionais, totalizando 11 salas de aula, novo refeitório, quadra poliesportiva coberta e vestiários, além da revitalização do palco e da criação de espaços mais acessíveis e funcionais para atender 660 estudantes em três turnos.

O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes, reforçou que os investimentos em infraestrutura são um compromisso permanente do Estado com a qualidade da educação pública. “A educação se faz com professores motivados, mas também com escolas adequadas. Essa entrega faz parte de um plano sólido para oferecer o melhor aos nossos alunos e profissionais da Rede Estadual”, afirmou.

Para o secretário de Educação, Alan Porto, a entrega representa o compromisso do Governo em oferecer infraestrutura de excelência. “Investir em escolas modernas é investir no futuro dos nossos estudantes e numa educação que transforma. Cada obra entregue é um passo real na valorização da educação pública de Mato Grosso”, destacou.

O professor Fábio Massaki Shimizu, atual diretor da escola, agradeceu ao empenho da Seduc e da Diretoria Metropolitana de Educação (DME). “Desde que recebemos a notícia de que a Raimundo Pinheiro seria reformada e ampliada, aguardávamos a entrega deste espaço moderno, funcional e que atende a todas as nossas necessidades. Por isso, agradecemos muito à Seduc e à DME por mais este esforço”, disse.

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Segundo a ex-diretora Rosa Luzardo, que trabalhou na unidade por 23 anos, a escola passou por uma transformação. “A mudança não foi apenas na estrutura física. Na minha época, não tínhamos recursos tecnológicos, materiais pedagógicos atuais como os de hoje e, tampouco, os repasses financeiros que são enviados às escolas. Dá vontade de voltar a trabalhar aqui”, falou a educadora de 77 anos.

A estudante Juliana Ferreira, 16 anos, contou que todos os colegas ficaram animados quando viram a escola reformada. “Não temos nem como comparar com o prédio antigo”, completou.

Eloise Lima, que também tem 16 anos e é colega de Juliana no 1º ano do Ensino Médio, disse que valeu a pena esperar pela conclusão da obra. “Finalmente, recebemos nossa escola de volta e muito melhor do que era antes”, disse.

Já Maxwel Batista dos Santos, de 17 anos, também do Ensino Médio, observou os avanços da nova escola, como a Sala 4.0, aulas com uso de Chromebooks, Smart TVs e internet de alta velocidade, que tornam as aulas mais atrativas. “A escola está melhor para todos nós, alunos e professores.”


As estudantes Juliana Ferreira, Maxuel dos Santos e Eloise Lima na Sala 4.0

Investimentos em educação

Desde 2019, o Governo de Mato Grosso já destinou R$ 381,9 milhões para a modernização da infraestrutura escolar em Cuiabá, entre reformas, ampliações, construções e novas unidades planejadas.

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Desse total, R$ 116,3 milhões foram aplicados em novas construções, como as escolas Prof. Victorino Monteiro, Prof. João Crisostomo de Figueiredo, Mário de Castro e Malik Didier, além de unidades como a Militar Tiradentes, a Professor Rafael Rueda, Salim Felício e Dione Augusta Silva Souza.

Outros R$ 60,8 milhões contemplaram a reforma de 32 unidades já entregues, entre elas as escolas André Avelino Ribeiro, Ana Maria do Couto, Clênia Rosalina Souza, Dr. Hélio Palma de Arruda, Padre Firmo Duarte Filho e a própria Raimundo Pinheiro – que recebeu esse nome em homenagem ao primeiro inspetor escolar da circunscrição de Cuiabá, nascido no Coxipó da Ponte.

Atualmente, a Seduc também está investindo R$ 86,1 milhões em nove escolas que seguem em obras de reforma, como o tradicional Liceu Cuiabano Maria de Arruda Müller e a Escola Estadual Dom José do Despraiado.

Ainda para Cuiabá, estão planejadas sete novas unidades de Colégios Estaduais Integrados (CEIs) e uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Francisco Ferreira Mendes, somando R$ 135,6 milhões em novos investimentos.

Também participaram da solenidade o secretário Municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge Fernandes, além de ex-diretores e familiares do patrono da Escola Estadual Raimundo Pinheiro.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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