MATO GROSSO

Com placas solares, Terminal Rodoviário de Cuiabá passa a gerar 100% da energia que consome

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A instalação do sistema de energia solar no estacionamento do Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, foi concluída e marca uma das últimas etapas da reforma em andamento no local. Com a nova estrutura, o terminal passa a gerar 100% da energia que consome nas áreas operacionais e administrativas, tornando-se energeticamente autossuficiente e alinhado às práticas de sustentabilidade urbana.

A produção atenderá áreas como iluminação, climatização, sonorização e sistemas de monitoramento. Locações não serão contempladas.

Ao todo, foram instaladas 285 placas solares, em uma área de aproximadamente 800 metros quadrados, com capacidade de geração de até 158 kWp (quilowatt-pico). As placas foram fixadas sobre estruturas metálicas que cobrem as vagas de estacionamento, proporcionando também mais conforto e sombra para os usuários que transitam pelo terminal.

Crédito imagem: Sinart.

As melhorias fazem parte de um conjunto de investimentos em modernização da rodoviária e são acompanhadas pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT), responsável pela fiscalização e regulação do contrato de concessão do terminal.

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“A modernização do terminal, com a implantação do sistema de geração de energia por meio de placas solares, está alinhada às boas práticas de ESG – sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). A iniciativa contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente no que se refere à promoção de energia limpa e acessível e à redução de impactos ambientais. Além de garantir mais conforto e segurança aos usuários, o projeto reforça o compromisso com uma gestão responsável e ambientalmente alinhada aos desafios modernos”, declarou o diretor regulador de Transportes e Rodovias, José Ricardo Elias.

Além da instalação do sistema solar, o terminal também recebeu melhorias em acessibilidade, com adequações como rampas de acesso, piso tátil, banheiros adaptados, elevador com acessibilidade, vagas exclusivas e melhorias nos acessos internos e externos. As intervenções garantem mais dignidade, segurança e autonomia às pessoas com mobilidade reduzida.

Crédito imagem: Sinart.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada

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A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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