MATO GROSSO

Comitê Paralímpico Brasileiro promove camping de alto rendimento em Mato Grosso

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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) promove, até sábado (6.9), a edição Centro-Oeste do Camping Escolar Regional, em Cuiabá e Várzea Grande, com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). O evento apresenta a rotina de alto rendimento a 69 atletas com idade entre 11 e 18 anos de cinco estados e do Distrito Federal, incluindo 45 de Mato Grosso.

Durante o Camping, os esportistas com deficiência participam de treinamentos, testes físicos e palestras, além de receberem atendimento de uma equipe multidisciplinar. Atletismo, natação e tênis de mesa são as modalidades abrangidas nesta edição.

As atividades ocorrem das 8h às 19h, na Universidade Federal do Mato Grosso, em Cuiabá, que concentra o atletismo e a natação, e no Ginásio Fiotão, em Várzea Grande, que recebe os atletas de tênis de mesa.

De Mato Grosso, são 20 competidores do atletismo, 18 da natação e mais sete de tênis de mesa, representando os municípios de Alta Floresta, Campo Verde, Cáceres, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Nossa Senhora do Livramento, Paranatinga, Rondonópolis, e Várzea Grande. Na comissão técnica do evento estão também 11 técnicos do Estado.

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Para o coordenador local do Camping e Supervisor Externo do Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande, Altemir Trapp, sediar o evento é muito importante para o desenvolvimento do esporte paralímpico no Estado.

“Essa é a primeira edição deste formato na região Centro-Oeste. Ter Mato Grosso como sede destaca a valorização do paradesporto no Estado e a credibilidade que vem obtendo em sediar eventos paralímpicos”, afirma Altemir.

A realização do Camping Escolar Regional em Mato Grosso é uma Cooperação Técnica entre o Comitê Paralímpico Brasileiro, Governo do Estado de Mato Grosso e Prefeitura Municipal de Várzea Grande.

Camping Escolar Paralímpico

O Camping Escolar Paralímpico é realizado desde 2018 e tem como objetivo desenvolver jovens que se destacaram nas Paralimpíadas Escolares.

Inéditos dentro do calendário do CPB, os Campings regionais estrearam em junho deste ano, no Rio de Janeiro (RJ). Até novembro, as atividades passarão ainda por Fortaleza (CE), Blumenau (SC) e Manaus (AM).

Participam do evento em Cuiabá e Várzea atletas com idade entre 11 e 18 anos do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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