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Confira as obras do Governo de MT que estão melhorando a vida do mato-grossense

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O Governo de Mato Grosso executa, nos últimos seis anos, o maior pacote de obras de infraestrutura da história do Estado. No total, são mais de R$ 17 bilhões em investimentos, em ações já concluídas ou que estão em andamento, beneficiando os 142 municípios.

Nesta sexta-feira (9.5), Mato Grosso comemora 277 anos de criação com obras que estão mudando a paisagem e a realidade para muitos mato-grossenses. Confira abaixo algumas das principais que são executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra):

Duplicação da BR-163

Um dos principais investimentos do Governo de Mato Grosso é na duplicação da BR-163, a principal “artéria” do Estado para escoar a produção agropecuária, aplicando R$ 2,3 bilhões em recursos próprios.

O governador Mauro Mendes apresentou uma solução classificada como disruptiva e inédita ao propor que o Estado assumisse a concessão da rodovia federal. Para isso, o Poder Executivo se tornou a acionista majoritária da Nova Rota do Oeste, que detém a concessão da via, por meio da empresa MT Participações e Projetos Ltda. em maio de 2023.

Em menos de dois anos, o Governo de Mato Grosso entregou os primeiros 100 quilômetros duplicados da BR-163 entre o Posto Gil em Diamantino e Nova Mutum.

Duplicação entre Posto Gil em Diamantino e Nova Mutum. Foto: Antônio Pinheiro/Secom-MT

A duplicação da BR-163, que também era conhecida como “rodovia da morte” pelo alto número de óbitos em acidentes, ajudou a reduzir em 82% o número de mortes e de 71% na quantidade de feridos em acidentes, segundo dados da Nova Rota do Oeste.

A meta do Estado é que todo o trecho entre Jangada e Sinop esteja em obras até dezembro de 2025. Em março, o governador Mauro Mendes assinou a ordem de serviço para duplicar o último trecho sob concessão entre os municípios de Lucas do Rio Verde e Sorriso.

Estadualização da BR-174

Outra obra de infraestrutura importante é a MT-170, entre Castanheira e Colniza, que voltou para o Estado em julho de 2022. A estrada foi federalizada em 2008, mas o Governo Federal não deu início às obras de asfaltamento por mais de 10 anos. Por isso, ela voltou para o governo estadual.

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Desde que retomou a gestão da rodovia, o Governo de Mato Grosso já asfaltou 144,72 km de 271,6 km da MT-170. Foram R$ 675 milhões em investimentos. Dados da Sinfra apontam que 53,22% da obra já foi executada.

Asfaltamento da MT-170. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Primeira ferrovia estadual

Outra solução inédita apresentada pelo governador Mauro Mendes foi a articulação, em 2022, para o Estado ter sua primeira ferrovia estadual junto com a Assembleia Legislativa.

A empresa responsável pela implantação da ferrovia é a Rumo Logística, que investe R$ 14 bilhões, em recursos totalmente privados, para construir 730 quilômetros de trilhos, em dois ramais – um vai ligar Rondonópolis até Cuiabá, e outro ligará Rondonópolis até Lucas do Rio Verde.

Atualmente, são mais de 100 frentes de trabalho e 82 quilômetros de obras em andamento, que geram 187 mil empregos diretos e indiretos.

A ferrovia deve entrar em operação total a partir de 2030 e passará por 16 municípios do Estado, fazendo conexão com a malha ferroviária nacional e o Porto de Santos, em São Paulo.

Obras da ferrovia em Rondonópolis. Foto: Carlos Reck/Rumo Logística.

MT Iluminado

Para melhorar a iluminação pública no Estado e torná-la mais eficiente, o Governo de Mato Grosso adquiriu 425.454 lâmpadas de LED pelo programa MT Iluminado, que começou em 2021. 132 prefeituras participam da iniciativa.

Segundo dados da Sinfra, do total de lâmpadas adquiridas, 340.302 já foram entregues aos municípios participantes do programa. As prefeituras são responsáveis pela instalação das luminárias.

O objetivo do programa MT Iluminado é transformar Mato Grosso no primeiro Estado do país a ter 100% do seu parque de iluminação pública com lâmpadas de LED. Essa é a alternativa mais moderna e econômica de iluminação. São luminárias mais potentes, com maior capacidade de iluminação, mais econômicas e mais duráveis do que lâmpadas comuns.

100% da iluminação de Cáceres é em LED. Foto: Junior Almeida/Secom-MT

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Asfaltamento e pontes

O Governo de Mato Grosso também conduz o maior pacote de investimentos de asfaltamento e recuperação asfáltica nas rodovias estaduais e das vias urbanas nos municípios, além de construir pontes de concreto, substituindo as precárias estruturas de madeiras.

Segundo dados da Sinfra, nos últimos seis anos, foram 4.620,5 quilômetros de asfalto novo em rodovias. Outros 1.448,8 quilômetros já estão em obras. Um dos exemplos é o asfaltamento da MT-100, entre Pontal do Araguaia e Alto Araguaia, obra aguardada há mais de 30 anos pelos moradores da região sudeste do Estado. Foram asfaltados mais de 57 quilômetros, possibilitando também a ligação de diversos municípios como Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho e outros 19 municípios. A meta do governo é asfaltar 6 mil quilômetros até dezembro de 2025.

Asfaltamento da MT-100. Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Foram também recuperados ainda o asfalto de rodovias já pavimentadas. De acordo com a Sinfra, foram entregues 3.408,3 quilômetros de estradas recuperadas. Outros 133,2 quilômetros estão em obras, e a meta é chegar 4,5 mil quilômetros em 2026.

O Governo de Mato Grosso conduziu ainda asfaltamento em bairros de municípios mato-grossenses. Dados da Sinfra apontam que foram 2.981,3 quilômetros de asfaltados nos últimos seis anos. 654 pontes de madeira nas cidades foram substituídas por bueiros em 110 municípios.

A Sinfra também entregou 209 pontes de concreto no Estado, e outras 74 estão em obras. A ponte sobre o rio das Mortes, em Cocalinho, é um exemplo de como a estrutura garantiu o desenvolvimento e a integração da região com o resto do Estado. A chegada da ponte aposentou duas balsas que antes eram necessárias para atravessar, principalmente caminhões com cargas, o rio. O investimento do Estado foi de R$ 56,7 milhões.

Ponte sobre o Rio das Mortes em Cocalinho. Foto: Antônio Pinheiro/Secom-MT

A ponte sobre o rio das Mortes era considerada a maior do Estado na época de sua inauguração, em 2022, com 483 metros de extensão, mas que deve ser desbancada pela ponte sobre o rio Juruena, que terá 1.360 metros. A meta atual é chegar a 343 pontes de concreto em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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