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Consultas Públicas para conversão de 15 novas escolas estaduais para modelo cívico-militar ocorrerão em junho

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A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) publicou, no Diário Oficial dessa quinta-feira (5.6), edital de chamamento de consulta pública para votação que pode converter mais 15 escolas estaduais para o modelo cívico-militar.

As consultas ocorrerão nos dias 26 e 27 de junho, das 07h às 19h, nas escolas selecionadas e nas sedes das Diretorias Regionais de Educação (DREs).

A votação é secreta e direcionada aos pais e responsáveis legais pelos estudantes matriculados em cada unidade, além dos alunos maiores de 16 anos matriculados.

Durante a votação, os participantes poderão manifestar a opinião sobre a proposta de conversão de cada unidade para o modelo de gestão cívico-militar, indicando a opção escolhida entre “Aprovo” e “Não Aprovo”, conforme orientações estabelecidas no edital.

O resultado de cada escola será apresentado depois do término da votação e divulgado por meio de um comunicado nas escolas, na Diretoria Regional de Educação, e nas redes sociais da Seduc.

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o modelo cívico-militar mantém o currículo tradicional da rede com professores responsáveis pelo ensino, enquanto os militares da reserva contribuem para a organização e disciplina das unidades.

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O secretário observa que o processo de contratação dos militares da reserva que vão atuar nas novas unidades já foi iniciado, com a publicação de editais nos 13 polos regionais de educação.

“Após a votação nos dias 26 e 27, a secretaria vai implantar o novo modelo nas unidades que optaram pela aprovação. Tudo de acordo com o processo regulamentado que define as etapas e as responsabilidades para a transição”, explica Alan.

Além disso, o secretario ressalta que uma comissão de apoio vai acompanhar o processo de transição, oferecendo orientações e suporte às escolas e comunidade escolar.

O processo também inclui formação e treinamento de diretores, coordenadores, professores, monitores e demais servidores para que estejam aptos a implementar o novo modelo de gestão.

Atualmente, Mato Grosso tem 87 escolas estaduais em modelo cívico-militar, segundo a Seduc. De acordo com o órgão, a meta é chegar a 100 unidades, ampliando a oferta de ensino para milhares de jovens mato-grossenses. O número total de escolas na rede é de 628 unidades.

Confira a lista de escolas selecionadas:

Cuiabá – EE Professora Zélia Costa de Almeida

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Cuiabá – EE Gustavo Kulman

Cuiabá – EE Professora Maria Hermínia

Primavera do Leste – EE Alda Gawlinski Scopel

Nova Mutum – EE José Aparecido Ribeiro

Pedra Preta – EE Dez de Dezembro

Alto Taquari – EE Carlos Irigaray Filho

Rondonópolis – EE Major Otávio Pitaluga

Rondonópolis – EE Marechal Dutra

Rondonópolis – EE Professora Elizabeth Magalhães

Sinop – EE Nossa Senhora de Lourdes

Sinop – EE Olímpio João Pissibati Guerra

Sinop – EE Nossa Senhora da Glória

Lucas do Rio Verde – EE Angelo Nadin

Peixoto de Azevedo – EE Kreen Akarope

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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