O álbum “Giras do Brasil”, que apresenta uma releitura contemporânea de tradições ancestrais de matriz africana, foi lançado na última semana. A iniciativa é viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital Viver Cultura-Expressões Artísticas da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel).
“Esse projeto é uma mensagem de respeito e união a todos os povos e crenças, feito com inspiração no nosso passado e resguardando uma parte de nossas origens do qual temos muito que aprender”, afirma Pablo.
Com 12 faixas que mesclam música eletrônica e cantos afro-brasileiros, o projeto reafirma sua potência ao propor uma experiência sonora inovadora, espiritual e politicamente engajada. Desde o seu lançamento (1.8), o álbum já ultrapassou a marca de 3 mil reproduções nas plataformas digitais.
Gravado entre estúdios e centros espíritas no município de Sorriso, Giras do Brasil incorpora vozes, instrumentos percussivos e arranjos eletrônicos, com o objetivo de valorizar expressões de fé, resistência e identidade. O álbum é uma ferramenta artística contra o preconceito e a intolerância religiosa, além de ser um manifesto pela diversidade cultural do Brasil.
O álbum foi idealizado pelo artista e produtor musical Pablo Escobar, com co-produção de EMØTE e Jessica Escobar. Ele contou ainda com a consultoria de Verônica Aparecida Santana e Diana José da Fonseca, importantes referências da cultura afro-brasileira em Mato Grosso.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) interpôs recurso de apelação contra a sentença proferida no Tribunal do Júri que condenou os três acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri. O recurso foi protocolado na segunda-feira (5) pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida da Capital. No documento, o Ministério Público requer a revisão da sentença pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A apelação foi apresentada com fundamento no artigo 593, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal, em face da sentença condenatória proferida após a decisão do Conselho de Sentença. Com isso, o Ministério Público pretende que o Tribunal de Justiça reavalie as penas impostas aos condenados, por entender que elas podem ser aumentadas, mantendo-se a condenação decidida pelos jurados.O julgamento foi realizado ao longo de três dias no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, envolvendo um processo com mais de 55 mil páginas. Durante a instrução em plenário foram ouvidas testemunhas, incluindo delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal responsáveis pelas investigações, além dos interrogatórios dos réus e dos debates entre acusação e defesa.Na sentença, Antônio Gomes da Silva, apontado como executor dos disparos, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de auxiliar a execução do plano criminoso, recebeu pena de 25 anos de reclusão. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Somadas, as penas ultrapassam 68 anos de prisão.Conforme a denúncia do MPMT, o homicídio foi cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e utilização de arma de fogo de uso restrito. Durante os debates em plenário, a acusação apresentou provas relacionadas à dinâmica do crime, à atuação dos acusados e ao fluxo financeiro ligado à execução do homicídio.O advogado Roberto Zampieri foi morto em dezembro de 2023, em Cuiabá. Segundo a investigação, o crime foi planejado e executado mediante contratação, sendo os três condenados apontados como responsáveis pela execução e intermediação da ação criminosa.
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