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Corpo de Bombeiros de MT participa de reunião nacional para padronizar atuação em desastres

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) participa, ao longo desta semana, de reuniões técnicas promovidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para discutir a criação de guias nacionais de padronização das operações de resposta a desastres. Além de Mato Grosso, participaram representantes de outras nove unidades da federação. As reuniões tiveram início na terça-feira (22.7) e seguem até esta quarta-feira (23) em Brasília (DF).

Os encontros fazem parte dos projetos IntegraBombeiros e Resposta em Operações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad). O IntegraBombeiros foi criado com o objetivo de superar a fragmentação e a falta de protocolos unificados entre os Corpos de Bombeiros Militares de todo o País.

Representando o CBMMT, o tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), destacou a importância da participação de Mato Grosso nas discussões, que visam alinhar procedimentos e fortalecer a atuação conjunta em situações de emergência, sejam elas de origem natural ou provocadas por ações humanas.

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Além de Mato Grosso, contribuíram com os debates representantes dos estados de Alagoas (AL), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Paraná (PR), Paraíba (PB), Rondônia (RO) e São Paulo (SP).

“A participação de Mato Grosso nesse grupo de trabalho é fundamental para que possamos avançar na construção de protocolos unificados e fortalecer a cooperação entre os Corpos de Bombeiros do país. Operações de resposta a desastres exigem agilidade, clareza nos papéis e integração entre os entes envolvidos. Com a padronização, ganhamos em eficiência, segurança e capacidade de atuação conjunta. O CBMMT está comprometido com esse processo de construção coletiva”, afirmou o tenente-coronel.

Já a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), Isabel Figueiredo destacou a importância da iniciativa diante da urgência de protocolos padronizados, especialmente após as recentes tragédias, provocadas pelas enchentes, que atingiram o Rio Grande do Sul (RS), em abril e maio de 2024.

“A tragédia evidenciou a urgência de uma articulação nacional imediata e coordenada entre os Corpos de Bombeiros. Precisamos de protocolos únicos e padronizados, construídos de forma coletiva com estados e municípios, respeitando a diversidade do nosso País”, explicou.

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Além de fortalecer a integração entre as corporações, as normas pretendem otimizar recursos, ampliar a eficiência das ações e melhorar a segurança tanto para os profissionais quanto para a população. “A padronização será essencial para reduzir danos e fortalecer a capacidade de resposta em todo o território nacional. O que está sendo elaborado é mais do que um guia: é uma base estratégica para salvar vidas”, reforçou o coordenador-geral do Susp, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Márcio Mattos.

Com informações da Assessoria do Ministério da Justiça e Segurança Pública

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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