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Corpo de Bombeiros divulga resultado preliminar de processo seletivo para bombeiros temporários

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) divulgou, nesta terça-feira (23.12), o resultado preliminar do processo seletivo para a formação de cadastro de reserva ao cargo de Soldado BM de 2ª Classe Temporário, nas especialidades de auxiliar e condutor. O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado e também está disponível para consulta no site oficial do processo seletivo. Confira aqui.

A publicação apresenta a relação dos candidatos aprovados, conforme o perfil e o polo de atuação escolhidos no ato da inscrição. Os candidatos classificados foram avaliados por meio de prova de títulos, no caso da especialidade de condutor, e prova objetiva, para as demais especialidades, além do Teste de Aptidão Física (TAF) e da etapa de Investigação Social e Documental.

Uma vez aprovados, eles serão convocados, de acordo com a necessidade da corporação, para a inspeção de saúde, etapa necessária para a incorporação e o posterior início do Curso Básico de Soldado Temporário (CBSdT).

Após a conclusão do curso, os bombeiros temporários irão reforçar a capacidade de resposta da corporação, ampliando sua presença em todo o Estado. Os militares atuarão tanto em unidades operacionais já em funcionamento quanto em novas unidades que serão inauguradas em diferentes regiões de Mato Grosso.

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Entre os municípios que receberão reforço no efetivo estão Poconé, Água Boa, Comodoro, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Juara e Campo Novo do Parecis. Além disso, outras cidades ganharão novas unidades, como Sapezal, Canarana, Mirassol D’Oeste, Querência, Tapurah, Aripuanã e Paranatinga.

A remuneração oferecida é de R$ 3.602,23, acrescida de auxílio-alimentação no valor de R$ 486,14. A carga horária poderá ser cumprida em regime de escala operacional ou expediente administrativo, conforme a necessidade da corporação.

Veja aqui o edital e todas as etapas do processo seletivo já realizadas.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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