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Corpo de Bombeiros orienta para cuidados com instalações elétricas e enfeites de Natal

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), em parceria com a Energisa Mato Grosso, reforça a importância de cuidados com instalações elétricas, especialmente durante o período natalino, quando o uso de iluminações decorativas aumenta, elevando os riscos de curtos-circuitos e incêndios.

Dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) mostram que 70% dos incêndios de origem elétrica registrados em 2023 ocorreram em residências e comércios. Com a instalação de enfeites de Natal, essa preocupação se torna ainda mais relevante.

Segundo o tenente-coronel Rafael Ribeiro Marcondes, diretor adjunto da Diretoria Operacional da corporação, tomar precauções é essencial para garantir uma iluminação eficiente e segura, já que casos de curto-circuito por sobrecarga de equipamentos têm se tornado cada vez mais frequentes.

Entre as principais recomendações, destacam-se a qualidade e a manutenção dos produtos utilizados. “É fundamental adquirir produtos de marcas confiáveis, com certificação do Inmetro. Produtos sem garantia podem não atender às normas de segurança. Além disso, é crucial inspecionar as luzes antes de instalá-las, verificando se há fios desgastados, descascados ou conectores danificados. Lâmpadas queimadas ou superaquecidas também devem ser descartadas”, orienta o tenente-coronel.

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Para prevenir sobrecargas, ele reforça a importância de evitar o uso de múltiplas extensões em uma única tomada e recomenda optar por filtros de linha com disjuntores. Já em áreas externas, o uso de luzes e extensões específicas para ambientes abertos, resistentes à chuva, é indispensável. É igualmente necessário garantir que os fios não fiquem expostos à água ou à umidade.

“Também é importante certificar-se de que as árvores de Natal sejam resistentes a chamas. E, por segurança, sempre desligue as luzes ao sair de casa ou antes de dormir. Isso diminui consideravelmente o risco de incêndios”, alerta o tenente-coronel.

Já o coordenador de Saúde e Segurança da Energisa, Heitor Galdino, reforça que as decorações criativas e encantadoras aos olhos podem trazer problemas se forem instaladas de forma errada. O ideal é manter as luzes natalinas afastadas de materiais inflamáveis. “Deve-se evitar fios escondidos debaixo de tapetes, cortinas ou carpetes, extensões improvisadas e sobrecarregadas, que são usadas para ligar vários equipamentos em uma mesma tomada. São essas as situações que podem gerar curtos e incêndios”, ressalta o especialista.

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A situação pode ser ainda mais perigosa onde há crianças e pets que, por curiosidade, podem se envolver em acidentes domésticos envolvendo eletricidade. “É necessário obedecer às instruções de uso, indicações de potência, referência de tensão e evitar compartilhamento de tomadas e adaptações”, alerta Heitor.

Confira as principais dicas do Corpo de Bombeiros Militar e da Energisa Mato Grosso:

  • Confira a voltagem dos equipamentos que serão ligados
  • Providencie a substituição de fios desencapados
  • Não deixe tomadas ou conexões expostas ao sol ou chuva
  • Não passe fios por debaixo de tapetes ou por trás de cortinas
  • Não manuseie as luzes e enfeites com as mãos ou os pés molhados
  • Estabeleça um horário para ligar e desligar os enfeites luminosos
  • Sempre que sair de casa, desligue tudo da tomada
  • Busque a orientação de um eletricista para analisar o que as suas instalações elétricas comportam para evitar sobrecarga de energia

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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