O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado no fim da tarde deste domingo (15.3) para socorrer uma mulher de 30 anos que sofreu uma queda após escorregar durante o trabalho em um restaurante localizado na Orla, na Praça Barão, região central de Cáceres (217 km de Cuiabá).
A equipe da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) recebeu o chamado via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), por volta das 18h21, e prontamente se deslocou ao local da ocorrência.
Ao chegar, os bombeiros encontraram a vítima sentada, consciente, orientada e comunicativa. A mulher relatou que havia escorregado durante o trabalho e estava com dor e inchaço no joelho esquerdo.
A equipe realizou o atendimento pré-hospitalar conforme protocolo de trauma, incluindo avaliação inicial e estabilização da vítima. Em seguida, após regulação médica, a mulher foi encaminhada ao Hospital Regional de Cáceres para continuidade da avaliação e atendimento médico.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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