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Curso gratuito em Chapada dos Guimarães capacita mulheres para gerar renda extra com macramê e biojóias

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Estão abertas as inscrições para o curso gratuito Mulheres Criativas – Rainhas dos Nós, que ocorre entre os dias 26 e 30 de janeiro, em Chapada dos Guimarães (a 66 km de Cuiabá). A formação, voltada a mulheres a partir de 16 anos, ensina técnicas de macramê e produção de biojóias, que podem gerar renda extra de até R$ 2,5 mil.

O projeto foi contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital MT Criativo – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), na categoria Negócio Criativo e/ou Sociocultural. A formação intensiva une economia criativa, empreendedorismo e fortalecimento emocional às participantes.

Com carga horária total de 20 horas, o projeto disponibiliza todos os materiais necessários para as atividades de capacitação. Ao longo do curso, as alunas aprendem técnicas de macramê do nível básico ao avançado, produzindo acessórios com materiais sustentáveis, como sementes nativas da região, fibras naturais e fios de algodão.

Também serão oferecidas noções práticas de precificação, organização cooperativista e primeiros passos para a comercialização dos produtos. Ao final da formação, as participantes recebem o certificado, e participam de uma mostra comunitária com exposição das peças produzidas ao longo do curso, além de passarem a integrar uma rede de mentoria voltada à criação de uma futura cooperativa sustentável.

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As inscrições são gratuitas por meio do número de whatsApp (65) 99659-5422 e podem ser feitas até o dia 2 de janeiro. Para concluir a inscrição, é preciso apresentar apenas um documento pessoal (RG) no início do curso, que será realizado no Cafua Espaço Cultura, localizado no bairro Aldeia Velha, em Chapada dos Guimarães.

Arte, educação e cuidado emocional

A oficina de macramê será ministrada pela arte-educadora, artesã e designer, Hozana nas Alturas, com mais de 20 anos de atuação em artes circenses e produção artesanal.

De acordo com Hozana, o processo vai além da técnica. “O macramê ensina que desfazer e refazer faz parte do caminho. Quando a mulher entende isso com as mãos, ela leva esse aprendizado para a vida. Nossa expectativa é fortalecer cada participante e abrir novas possibilidades por meio desse curso”.

Para ajudar as mulheres a potencializar a criatividade e a autonomia, durante a formação será ainda promovida a técnica de teatro e a escuta coletiva. O acompanhamento psicossocial fica a cargo da psicóloga Thaisa Soares, professora universitária e atriz, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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“Quando trabalhamos o fazer artesanal junto com o cuidado emocional, criamos um ambiente em que as mulheres se sentem seguras para experimentar, errar e se reconhecer capazes. Por isso, vamos propor uma experiência completa e imersiva para todas as participantes”, reforça.

Serviço
‘Mulheres Criativas – Rainhas dos Nós’
Oficina de Macramê e biojóias
Quando: 26 a 30 de janeiro de 2026
Horário: das 15h às 18h
Local: Cafua Espaço Cultura (rua dos Guaicurus, nº 663, Aldeia Velha, Chapada dos Guimarães)
Data: 26 a 30 de janeiro de 2026
Inscrições: 65 99659-5422 (WhatsApp) – falar com Hozana

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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