A Defesa Civil de Mato Grosso realizou, nesta semana, uma capacitação com coordenadores municipais de Proteção e Defesa Civil, com foco no fortalecimento das ações de prevenção e resposta a desastres, além da padronização dos protocolos para envio de alertas à população.
Durante o encontro, foi apresentado o funcionamento do sistema Defesa Civil Alerta (DCA), que permite o envio de mensagens emergenciais diretamente para os celulares das pessoas que estão em áreas de risco.
O alerta enviado pelo DCA chega aos celulares de forma automática, sem necessidade de cadastro, garantindo mais rapidez na comunicação e contribuindo para a redução de danos e a segurança dos moradores.
Os participantes também receberam orientações sobre os tipos de alerta. O alerta severo é utilizado quando há risco nas próximas horas, permitindo que a população se prepare e busque abrigo. Já o alerta extremo é enviado quando há perigo imediato, indicando a necessidade de sair da área de risco com urgência.
Durante a reunião foi estabelecido o protocolo de acionamento do sistema. Os coordenadores municipais são responsáveis pelo monitoramento contínuo das condições climáticas e pela identificação de situações de risco. A partir da análise, cabe ao município acionar a Defesa Civil Estadual para o disparo dos alertas à população.
A capacitação destacou um novo fluxo operacional, que reforça a atuação integrada entre Estado e municípios, além da importância do uso de diferentes fontes de informação, como estações meteorológicas, observação em campo, redes de contato locais, imprensa e alertas climáticos oficiais.
Como parte das medidas de padronização, a Defesa Civil Estadual formalizou o envio de ofício a todas as prefeituras estabelecendo o novo protocolo para acionamento e envio dos alertas do Defesa Civil Alerta, com o objetivo de tornar a comunicação mais ágil, organizada e eficiente em todo o Estado.
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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