Problemas na comunicação entre o sistema da Sefaz e as praças de pedágio começam a ser solucionados após mobilização liderada por Xuxu Dal Molin
O deputado estadual Xuxu Dal Molin (União Brasil) atendeu a uma demanda urgente da classe dos caminhoneiros em Mato Grosso e levou ao Governo do Estado a preocupação quanto à demora na atualização do sistema da Secretaria de Fazenda (Sefaz), que impacta diretamente na cobrança de pedágios, mesmo quando os veículos estão descarregados e com eixos erguidos.
A articulação do parlamentar resultou em resposta imediata por parte do Governo, especialmente do vice-governador Otaviano Pivetta, que, com sensibilidade e conhecimento de causa — por também ter atuado como caminhoneiro —, se comprometeu a resolver o problema. Também participaram da força-tarefa o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, e representantes da concessionária Rota do Oeste.
“O sistema da Sefaz, o MDF-e ou Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, já está sendo ajustado para que não haja mais esse delay entre a baixa do manifesto de carga e a comunicação com as praças de pedágio. Isso tem causado cobrança indevida aos nossos caminhoneiros, mesmo quando trafegam descarregados”, explicou Xuxu Dal Molin.
Apesar dos avanços técnicos, o deputado destacou que ainda existem parte da classe de caminhoneiros que precisam também de orientação, que esquecem ou não sabem dar baixa no manifesto de carga após a entrega. “Estamos dialogando com o Governo do Estado para realizar uma campanha de informação e incentivo, orientando os profissionais sobre como proceder após descarregar. Esse passo é fundamental para que o sistema funcione corretamente e evite transtornos, além dos caminhoneiros não esquecerem de dar a baixa no sistema”, acrescentou.
A mobilização conjunta entre o parlamentar, o Executivo estadual e demais entidades envolvidas visa garantir justiça aos trabalhadores do transporte rodoviário e corrigir distorções que afetam diretamente os custos e a rotina da categoria.
“Todos se uniram por uma causa justa: Rota do Oeste, vice-governador Pivetta, secretário Rogério Gallo e nossa equipe. Seguimos atentos e comprometidos com as pautas que impactam quem move o nosso Estado”, concluiu Dal Molin.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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