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“Doação de órgãos é uma forma de ressignificar e trazer vida para outras pessoas e famílias”, afirma neurologista da Central de Transplantes

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A neurologista da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso, dra. Heloise Helena Siqueira Borges, ressaltou, nesta quinta-feira (11.9), o ato humano e solidário de doar órgãos durante entrevista ao Jornal da Nova, da Rádio Nova 105.3 FM.

“Todos os anos, priorizamos o Setembro Verde para fazer campanhas de divulgação, para que a população conheça um pouco sobre a doação de órgãos e se sinta segura em doar o órgão de seus familiares, que as pessoas se sintam confortáveis para conversar com seus amigos e seus parentes para falar do seu desejo, porque naquele momento de muita dor e de perda de um parente, a doação de órgãos é uma forma de ressignificar esse momento trazendo a vida para outras pessoas e famílias”, afirmou.

A neurologista Heloise explicou que há três tipos de doação: aquela realizada em vida – após a compatibilidade entre doador e receptor –, aquela em que o doador tem o diagnóstico de morte encefálica (cerebral), e a doação de tecidos, que pode ser feita até seis horas após o fim dos batimentos cardíacos.

“Nós temos os transplantes entre vivos que envolvem, por exemplo, a medula óssea, rim e fígado. Então, eu posso doar parte do meu fígado para outra pessoa, geralmente são parentes. Temos os transplantes que são realizados em indivíduos que são diagnosticados com morte encefálica, ou seja, o cérebro não está mais funcionando. Esse é um indivíduo que está morto, mas em assistência por causa de equipamentos e medicações, então ele vai poder doar coração, pulmão, rim, fígado e vários outros órgãos”, explicou.

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“E temos a doação de tecido, de coração parado, que entra, por exemplo, a córnea. Qualquer pessoa que faleceu, a família pode manifestar o desejo de doar as córneas, mesmo depois de seis horas de coração parado”, acrescentou.

A especialista enfatizou a importância de manifestar em vida o desejo de doar órgãos, já que muitos familiares desconhecem o desejo do paciente falecido em relação à doação de órgãos. “Precisamos conversar mais com nossos familiares para que eles saibam que a gente tem desejo de doar órgãos ou não, para que naquele momento em que for necessário tomar essa decisão, os nossos familiares já saibam e já tenham ciência disso”, disse.

A neurologista ainda destacou a atuação da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso, que promove cursos de capacitação para diagnóstico de morte encefálica e qualificação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) nos hospitais de Mato Grosso. As equipes envolvidas nesse processo são capacitadas e supervisionadas.

Além disso, ela ponderou que a campanha Setembro Verde é uma oportunidade para suscitar o diálogo sobre a doação de órgãos e conscientizar mais pessoas em prol da causa.

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Para se tornar um doador de órgãos, a neurologista explica que o mais importante é comunicar o desejo à família.

“A doação de órgãos é consentida. Se a família consentir, esses órgãos serão doados. Existe uma outra forma, que é o testamento em vida, que pode ser feito em vida, mas, por si só, não garante a doação, porque, se o familiar não autorizar, o Sistema Nacional de Transplantes não recebe esse órgão. Então, o mais importante é conversar com os familiares para que autorizem a doação de órgãos, quando for necessário”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Politec constata crimes ambientais em operação contra a comercialização ilegal de cobre em Cuiabá

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Peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constataram impactos ambientais decorrentes do descarte e processamento irregular de cabos, fios e materiais metálicos em três estabelecimentos comerciais e industriais no bairro Novo Colorado, em Cuiabá, que foram fiscalizados durante a Operação Integrada Via do Cobre, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A operação reuniu equipes de órgãos estaduais e municipais para combater furtos, roubos e receptação de cabos, fios e outros materiais que contenham cobre, além de fiscalizar estabelecimentos que atuem na compra, venda, armazenamento, reciclagem ou processamento de metais.

As vistorias resultaram em notificações e advertências aos responsáveis das três sucatas no bairro Novo Colorado, enquanto os estabelecimentos foram interditados em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Prefeitura de Cuiabá.

Além disso, os três proprietários foram encaminhados à delegacia, sendo que um deles recebeu voz de prisão por receptação, adulteração de sinais identificadores de veículo e furto de energia elétrica.

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Durante os exames, os peritos encontraram armazenamento e posse de grandes quantidades de cobre e alumínio sem comprovação de origem, vestígios de queima de plástico para extração de cobre e desperdício e vazamento de óleo diretamente em solo sem impermeabilização.

Também foram localizadas ligações clandestinas de energia, a operação de atividades sem licenças ambientais e placas de veículos que ainda estão em circulação em outros estados, com a localização de motor automotivo desmontado e sem documentação legal.

O coordenador de Perícias Externas da Politec, George de Lamônica, explica que, após os registros e coleta dos materiais, os resultados e análises serão detalhados nos laudos periciais que irão compor os inquéritos policiais.

“A Politec identificou infrações graves em três frentes distintas, sendo elas: crimes ambientais, contra o patrimônio e engenharia legal, durante fiscalização a um estabelecimento comercial/industrial, que irão contribuir para as investigações e responsabilização dos infratores, com respostas qualificadas aos crimes relacionados à cadeia ilícita do cobre”, completou.

Fonte: Governo MT – MT

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