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Embaixadora Mundial do Parajiu-jitsu, primeira-dama de MT fala sobre os benefícios do esporte e transformação de vidas

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A modalidade esportiva Jiu-jitsu Paradesportivo ainda é considerada algo novo, mas tem conquistado espaço em todo o mundo. São cerca de 146 países com paratletas participando de competições para conquistar o caminho olímpico, com o objetivo de garantir a inclusão da categoria nas Olimpíadas. A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, Embaixadora Mundial do Parajiu-jitsu, tem dedicado parte do seu tempo para promover ações que fortaleçam e expandam a prática do Jiu-jitsu Paradesportivo.

Idealizadora do programa SER Família Inclusivo, Virginia Mendes acredita no poder da inclusão como um caminho fundamental para a transformação social. Para ela, a verdadeira mudança começa quando somos capazes de oferecer a todos, independentemente de suas condições físicas, sociais ou econômicas, as mesmas oportunidades de desenvolvimento e crescimento.

“Incluir é dar condições para que todas as pessoas, independentemente de classe social ou deficiência, tenham acesso e oportunidades. Isso não se aplica apenas ao Jiu-jitsu ou qualquer outro esporte, mas a qualquer área de nossas vidas. Logo que conheci o Parajiu-jitsu em Barra do Garças, fiquei fascinada. E, na oportunidade que tive de acompanhar meus afilhados nas competições fora do país, vi o quanto essa categoria tem transformado a vida das pessoas”, contou a primeira-dama de Mato Grosso.

Em 2024, Virginia Mendes participou da delegação mato-grossense de Parajiu-jitsu nas competições em Heraklion, na Grécia, e no Mundial em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Para ela, ver a união de atletas e paratletas em um único torneio foi uma oportunidade ímpar.

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Jiu-jitsu Paradesportivo (FBJJP), Elcirley Luz, o esporte reúne uma ideologia de vida, exemplificada por valores como disciplina, respeito, superação e trabalho em equipe. Ele promove a inclusão social e o acesso ao esporte para pessoas de diversas origens sociais e econômicas.

“Foi maravilhoso conquistar a primeira-dama Virginia Mendes, porque o Parajiu-jitsu tem tudo a ver com ela. Está dentro da ideologia do programa SER Família, quando falamos em superação e respeito. Ela entendeu perfeitamente o seu papel. Esse esporte é capaz de estimular o desenvolvimento da autoconfiança e autoestima dos participantes, ajudando-os a superar desafios pessoais; fomenta a construção de vínculos comunitários positivos, criando uma rede de apoio entre os participantes e instrutores; é uma ferramenta que transforma vidas, promovendo o desenvolvimento físico, mental e emocional dos participantes, especialmente jovens em situação de vulnerabilidade social”, explicou.

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Elcirley é tenente aposentado da PM MT, conhecido como Águia 2 da Força Tática. Após um grave acidente, precisou amputar parte da perna esquerda e encontrou no Jiu-jitsu um novo modo de vida, depois de passar por depressão e até tentar contra a própria vida. Sua missão atual é levar a categoria para o mundo, a partir de uma parceria com o governo dos Emirados Árabes Unidos, que tem o esporte como parte da rotina da população.

“Olhe ao seu redor, imagine que um quinto da comunidade em que você participa tem algum tipo de deficiência. Agora, imagine o que essa pessoa deseja ou o que ela precisa para sair da condição de inatividade e passar para uma vida ativa. É isso que o Parajiu-jitsu tem feito na vida de pessoas ao redor do mundo. Eu sou prova viva do que essa prática é capaz de fazer”, ratificou.

Conheça a história da paratleta Suiany Linhares

Aos nove anos de idade, Suiany Linhares de Oliveira parou de andar. Ela conta que, na época, aceitou com certa facilidade a deficiência, mas a parte desafiadora veio durante a adolescência. Devido ao preconceito das pessoas, aos olhares que enfrentava nas ruas, ao sofrimento e à depressão, ela acabou limitando sua vida social.

Porém, os dias de tristeza profunda e reclusão de Suiany estavam contados, e foi quando ela conheceu o Parajiu-jitsu que começou a despertar novas perspectivas. Aos 25 anos, Suiany é formada em Química pela Universidade Federal de MT (UFMT), é professora e mestranda.

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“Quando entrei no Parajiu-jitsu, muita coisa mudou. Tive contato com pessoas que não são deficientes e aprendi que tratar todos de maneira igual é uma forma de repensar o sentimento de reciprocidade que eu tinha quando não queria sair de casa ou conviver com outras pessoas”, contou Suiany.

A jovem, que antes não saía de casa, teve sua vida transformada. Agora, é medalhista Sul-Americana – UAEJJF em Santa Catarina (2022 – 3º lugar), vice-campeã brasileira com a FBJJP no Rio de Janeiro (2023), campeã pan-americana com a WPJJF em Manaus (2024), medalhista no Mundial em Abu Dhabi (Emirados Árabes, 2024) e vice-campeã Mundial JJIF na Grécia (2024).

“Às vezes, pensamos que não vamos nos encaixar em nenhum esporte, e quando falo em esporte, não me refiro apenas ao Jiu-jitsu. Eu também achei que esporte não era para mim. Quando entrei no tatame pela primeira vez, achei que não conseguiria fazer nada. O conselho que dou é não parar, porque às vezes somos capazes de fazer coisas que uma pessoa considerada ‘normal’ não é capaz de fazer”, destacou Suiany.

“O conselho que dou é: tente, vá atrás, não fique em casa. Eu já passei por depressão, e essa é uma coisa avassaladora que pode nos destruir num piscar de olhos. O conselho que dou é: viva”, reforçou a paratleta.

Suiany destacou a presença da primeira-dama Virginia Mendes na vida dos paratletas: “Nossa embaixadora mundial abriu as portas para nós, em lugares que achávamos que nunca conseguiríamos chegar. Estamos vendo o mundo com os olhos do sucesso. Já conquistamos grandes sucessos com ela, e com certeza conquistaremos muito mais. Dona Virginia nos dá segurança”, completou.

Fonte: Governo MT – MT

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Corpo de Bombeiros identifica irregularidades e risco de incêndio em sucatões durante operação

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) identificou falhas e irregularidades nas medidas de segurança contra incêndio e pânico nos três estabelecimentos de compra e venda de sucatas fiscalizados durante a Operação Integrada Via do Cobre, realizada nesta sexta-feira (9.10), em Cuiabá. Foram encontrados armazenamento irregular de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), equipamentos de combate a incêndio inadequados e falta de licenças obrigatórias.

As vistorias resultaram em notificações e advertências aos responsáveis, enquanto os estabelecimentos foram interditados em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Ordem Pública. Além disso, os três proprietários foram encaminhados à delegacia, sendo que um deles recebeu voz de prisão por receptação, adulteração de sinais identificadores de veículo e furto de energia elétrica.

A operação reuniu equipes do Corpo de Bombeiros Militar, das polícias Militar e Civil, da Politec e da Secretaria Municipal de Ordem Pública. O objetivo foi combater furtos, roubos e a receptação de cabos, fios e outros materiais que contenham cobre. A fiscalização também teve como finalidade impedir que os estabelecimentos fossem utilizados para adulterar sinais identificadores de veículos roubados ou furtados.

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De acordo com o coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, diretor Operacional do CBMMT, a atuação dos bombeiros teve como foco verificar as condições de segurança das edificações e prevenir situações que possam colocar em risco trabalhadores, clientes e demais pessoas que frequentam os locais. As equipes avaliaram a presença de equipamentos de combate a incêndio, as condições das instalações e o cumprimento das exigências previstas nas normas técnicas.

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“Ao todo, três edificações foram notificadas. Uma delas foi interditada devido ao risco iminente de incêndio, em razão do armazenamento ilegal e irregular de GLP. As demais foram notificadas e deverão se regularizar, apresentando a documentação necessária e obtendo as licenças de funcionamento, incluindo o alvará de segurança contra incêndio e pânico”, explicou.

Irregularidades

No estabelecimento localizado no bairro Nova Esperança, os militares encontraram grande quantidade de baterias, recipientes contendo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), cilindros de gases utilizados em sistemas de ar-condicionado e um inversor de energia fotovoltaica instalado em local inadequado, sem as medidas preventivas necessárias. Essas condições representam risco elevado de incêndio.

Além disso, o imóvel, que possui 1.284,92 metros quadrados de área construída, não contava com Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) aprovado pelo CBMMT nem com alvará de segurança. Diante das irregularidades, foram emitidos termos de advertência e notificação para que a empresa providencie as adequações necessárias.

Para regularizar a situação, a empresa deverá instalar sistema de hidrantes, extintores de incêndio, sinalização e iluminação de emergência. Também deverá adequar o espaço de armazenamento do GLP utilizado na empilhadeira e corrigir a instalação do inversor fotovoltaico.

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No estabelecimento localizado no bairro Novo Colorado, os bombeiros também constataram a ausência de medidas de segurança contra incêndio e pânico, além da falta de alvará ou certificado de segurança. O responsável foi notificado e advertido a providenciar a instalação de dois extintores, iluminação de emergência, placas de sinalização de saída, corrimãos e guarda-corpos nas escadas.

Já no estabelecimento localizado no bairro Centro Norte, a equipe verificou que o imóvel possuía alvará simplificado vigente. Apesar disso, um dos extintores estava com a validade vencida, o que levou à notificação para substituição do equipamento.

Operação Integrada Via do Cobre

A Operação Integrada Via do Cobre mobilizou cerca de 100 agentes públicos para fiscalizar estabelecimentos que comercializam materiais recicláveis, metais e peças usadas. A ação teve como foco combater furtos, roubos e receptação de fios, cabos de cobre e outros materiais, além de coibir a adulteração de sinais identificadores de veículos roubados ou furtados.

A força-tarefa contou com 48 policiais militares, incluindo equipes da Força Tática, do Grupo de Apoio (GAP), do Batalhão Ambiental e da Inteligência; 24 policiais civis; 15 servidores da Secretaria Municipal de Ordem Pública; oito bombeiros militares; e quatro profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Fonte: Governo MT – MT

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