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Emissões da nova Carteira de Identidade Nacional crescem em março e superam total do mesmo período de 2025

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Mato Grosso registrou, em março, o maior volume de emissões da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) em 2026. Até o dia 27, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) expediu 49.679 documentos no estado.

Mato Grosso ocupa a 5ª posição no ranking nacional de emissão da nova Carteira de Identidade Nacional, considerando a proporção da população atendida: 31,52% dos moradores do estado já possuem o documento.

Os números de março já superaram o total registrado no mesmo período do ano passado, quando a Politec emitiu 26.960 documentos, e também ultrapassaram a meta mensal de 35.594 estabelecida para 2026.

Segundo a diretora Metropolitana de Medicina Legal, Angela Quatti Nogarol, o aumento nas solicitações da Carteira de Identidade Nacional está diretamente relacionado à exigência do documento para acesso e manutenção de benefícios sociais. O crescimento também se aproxima do prazo final definido pelo Governo Federal para o cadastro biométrico dos beneficiários de programas da Seguridade Social, como o Bolsa Família.

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) será a base principal para o cadastro biométrico. De forma transitória, também poderão ser usadas outras bases oficiais, como as da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Com a medida implementada, a partir do dia 30 de abril quem for requerer novos benefícios ou renovar benefício existente e não tem a biometria cadastrada, precisará ter a CIN.

A biometria reduz tentativas de fraudes e golpes em programas sociais, evita que sejam usadas informações de terceiros para obtenção de benefícios indevidos, além de tornar os procedimentos mais rápidos. As portarias publicadas detalham prazos e condições para essa mudança gradativa. Conforme o cronograma divulgado pelo Governo Federal, a partir de 31 de dezembro de 2027 todos precisarão ter a CIN para concessão e revisão de benefícios.

Para absorver o aumento da procura dentro dos prazos estabelecidos a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso implementou melhorias sistêmicas em procedimentos, que possibilitaram a regularização de divergências cadastrais no momento do atendimento para a emissão da CIN.

A Diretora aponta que os resultados foram viabilizados através do aumento da capacidade de atendimento da demanda, por meio de duas ações principais: a descentralização das atividades, que antes eram realizadas exclusivamente na capital e passaram a contar também com a atuação dos papiloscopistas do interior do estado, e a implementação de automações em etapas do processo.

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“Essas medidas ampliaram a força de trabalho disponível e otimizaram fluxos operacionais, contribuindo de forma significativa para a manutenção dos prazos de entrega, mesmo diante do crescimento da demanda. Em comparação com o mesmo período do ano passado, tivemos um aumento de 60% no número de carteiras expedidas. E quando analisamos o primeiro trimestre de 2026 em relação a 2025, o crescimento chega a 25%”, reforçou.

“Hoje o nosso sistema de identificação civil é compartilhado com a Receita Federal, então se a pessoa tem alguma pendência, que pode ser uma divergência no sobrenome, na data de nascimento, filiação, ou mesmo se não tiver o CPF, a Politec da entrada no processo durante o atendimento e com esta resposta conseguimos prosseguir com o atendimento e agilizar todo o processo”, exemplificou o Gerente de Identificação Civil Etlhon Silva Teixeira.

A Politec conta mais de 150 postos de identificação distribuídos em mais de 95% dos municípios do Estado aptos ao atendimento ao público para a emissão da CIN.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil desarticula estrutura financeira de facção envolvida com tráfico de drogas

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (28.4), a segunda fase da Operação Western, com o objetivo de desarticular a cadeia de fornecimento e o fluxo financeiro de um grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda.

Na operação, são cumpridas sete ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e quatro ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias, com limite de até R$ 50 mil por conta, visando atingir o patrimônio obtido com a comercialização de drogas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são todas cumpridas na capital.

A ação é desdobramento direto da primeira fase da operação, realizada em junho de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão em flagrante de dois investigados e na apreensão de entorpecentes, dinheiro e materiais utilizados na atividade ilícita.

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As investigações apontaram a continuidade da atividade criminosa, mesmo após as prisões realizadas na primeira fase, revelando a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo fornecedores, intermediadores e operadores financeiros.

Entre os alvos identificados está o fornecedor responsável por abastecer o grupo com diferentes tipos de entorpecentes, além de outras pessoas utilizadas para movimentação de valores por meio de transferências bancárias, especialmente via Pix, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.

De acordo o delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, o grupo atuava de forma coordenada, na modalidade rateio de drogas. Primeiro faziam a aquisição e o fracionamento, depois a distribuição das drogas, evidenciando a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

“A segunda fase da Operação Western tem como foco o aprofundamento das investigações, a coleta de novas provas e a descapitalização do grupo criminoso, por meio do bloqueio de ativos financeiros. As investigações seguem em andamento e novas medidas poderão ser adotadas com base na análise do material apreendido”, explicou o delegado.

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Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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