Atendendo Edital FAPEMAT nº 009/2022 – Laboratórios Multiusuários de Mato Grosso, do Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio da Central do Laboratório de Pesquisas em Química de Produtos Naturais e Novas Metodologias Sintéticas em Química Orgânica (CALPQPN), adquiriu equipamentos de alta complexidade e únicos no estado, para atender demandas do setor acadêmico, público e privado.
O sistema de laboratórios multiusuários são estruturas científicas e tecnológicas criadas para compartilhamento de equipamentos e infraestrutura de alto custo entre diferentes pesquisadores, instituições, empresas e setores da sociedade. A ideia central é otimizar o uso de recursos públicos, ampliar o acesso as tecnologias avançadas e incentivar a colaboração multidisciplinar.
Foram adquiridos dois sistemas, um de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), com capacidade de operar em baixo e alto vácuo, realizar análises elementares e mapeamentos, e um outro de Cromatografia Gasosa acoplado à Espectrometria de Massas (CGMS). Esses aparelhos ampliam significativamente o escopo de serviços especializados oferecidos pelo laboratório.
Com resolução sub-nanométrica, o MEV permite análises detalhadas de minérios, nanofertilizantes, ligas metálicas, polímeros, componentes eletrônicos, tecidos biológicos, amostras agrícolas, tecidos humanos, metais, rochas, polímeros e diversos outros materiais.
Já o CGMS é crucial para a análise de biocombustíveis, fármacos, agroquímicos, plantas medicinais, alimentos e cosméticos, com potencial para identificação de substâncias químicas dos biomas do Pantanal, Cerrado e Amazônia.
“Investir em ciência, tecnologia e inovação é investir no futuro. A consolidação de laboratórios como a CALPQPN representa não apenas um avanço acadêmico, mas um impulso estratégico ao desenvolvimento econômico, industrial e ambiental de Mato Grosso. A continuidade desses investimentos é, portanto, essencial para transformar potencial científico em soluções concretas para os desafios do presente e do futuro”, ressaltou o coordenador do laboratório doutor de Fisico-Química Orgânica Leonardo Gomes de Vasconcelos.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23) se reuniram, nesta quinta-feira (08), para tratar do Projeto Equaliza, que prevê a equalização de cargas, metas e força de trabalho do Tribunal. Projeto que é uma determinação do Tribunal Superior do Trabalho, e que precisa ser implantado por todos os TRTs.
“Tivemos esse primeiro contato com a proposta, ouvimos algumas informações e vamos aguardar o envio de uma minuta pelo TRT. Daremos retorno para o Tribunal com sugestões e solicitações que possam beneficiar todos aqueles que atuam na Justiça do Trabalho e todos os jurisdicionados”, afirmou presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
Para o desembargador Aguimar Peixoto, presidente do TRT da 23ª Região, o diálogo é importante e necessário para que o projeto chegue a melhor proposta possível. A desembargadora Eleonora Lacerda, vice-presidente e corregedora do TRT-23, lembrou que o foco do projeto é o público interno, o objetivo é equalizar a força de trabalho entre magistrados e entre servidores. Mas, acaba afetando a advocacia e, assim, a OAB precisa ser ouvida.
Na avaliação da presidente da Comissão de Direito do Trabalho, Roberta Borges, as mudanças são inevitáveis e é necessário buscar a melhor forma de se adaptar às novas realidades.
“A preocupação é garantir que tudo seja feito de forma positiva para o jurisdicionado e para a advocacia”, pontuou a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
A reunião contou ainda com a participação da conselheira federal da OAB-MT, Fernanda Brandão, do presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 23ª Região (Amatra), juiz Ulisses Taveira, além de juízas auxiliares da presidência e da corregedoria do TRT-MT.
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