A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo, está com 300 vagas disponíveis para os servidores da administração estadual participarem do curso “Saúde Mental na Administração Pública”. As inscrições são on-line e ficam abertas até o dia 12 de outubro. Os interessados podem se inscrever aqui.
A capacitação proporcionará aos servidores ferramentas para reconhecer fatores que interferem na saúde mental dentro do ambiente de trabalho, a partir de estratégias de intervenção e suporte para a construção de um local mais saudável e produtivo.
O curso está organizado em quatro módulos, e os participantes que cumprirem os requisitos, como presença e atividades, receberão certificado de 30 horas-aula.
Os encontros serão realizados na modalidade de Ensino a Distância (EaD), no período de 20 de outubro a 16 de novembro de 2025. O link de acesso será enviado no dia 19 de outubro para o contato inserido no momento da matrícula.
O curso está ancorado no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 3, que está relacionado com à saúde e ao bem-estar, e busca promover a saúde mental, prevenindo o suicídio.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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