MATO GROSSO

“Estamos acabando com o problema da falta de vagas de menores infratores”, afirma governador

Publicado em

O governador Mauro Mendes afirmou que a entrega do novo Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Sinop vai ajudar a acabar com o problema de falta de vagas para menores infratores em Mato Grosso.

A afirmação foi feita nesta quinta-feira (10.10), durante a entrega da unidade.

Para o governador Mauro Mendes, a criação de novas unidades socioeducativas é uma importante ação de resgate dos jovens envolvidos com o mundo do crime.

“Com essa unidade, vamos possibilitar que 60 jovens tenham uma nova chance de se adequar a sociedade, e possam ter um futuro diferente. Estamos trabalhando para acabar com o problema de falta de vagas para menores infratores e essa unidade vem para consolidar isso”, disse.

A nova unidade recebeu investimentos de R$ 14,3 milhões do Governo do Estado, e possui quatro salas de aula, campo de futebol, dois solários de 547 metros cada, gerador de energia e guarita, entre outros serviços.

Mauro Mendes ressaltou os robustos investimentos feitos na infraestrutura prisional em Mato Grosso, zelando o déficit de vagas.

Leia Também:  Governo de MT envia 240 cestas de alimentos, filtros de água e cobertores para moradores de Paranatinga

“Estamos investindo na construção de presídios e de centros socioeducativos para criar um ambiente mais favorável, que ofereça mais segurança aos mato-grossenses”, destacou.

O governador também voltou a chamar atenção para as leis frouxas no Brasil, que facilitam às facções usarem menores de idade para cometer os crimes de maior gravidade.

“O cara comete um crime às vezes gigante, passa 3 anos preso e está em liberdade. Isso não dá. As facções criminosas estão contratando menores para praticar crimes porque sabe que eles vão ficar pouco tempo presos, porque a lei brasileira é omissa nesse sentido. Precisamos de leis duras e efetivas”, continuou.

Participaram da entrega o deputado federal Nelson Barbudo; o deputado estadual Dilmar Dal Bosco; o procurador de Justiça Paulo Prado; o promotor de Justiça Nilton César Padovan; a juíza da Vara de Infância de Sinop, Dra. Melissa de Lima Araújo; a presidente da subseção da OAB em Sinop, Dra. Xênia Guerra; os secretários de Estado César Roveri (Segurança) e Laice Souza (Comunicação); o prefeito de Sinop Roberto Dorner; o presidente da União das Entidades de Sinop, Cleyton Laurindo, entre outras autoridades.

Leia Também:  Filhotes são abandonados no Parque Ecológico; Prefeitura age para identificar infratores

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

Published

on

Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Leia Também:  Com 1.500 inscritos, entrega de kits da 4ª Corrida Estadual de Combate ao Trabalho Escravo começa dia 5 de junho

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA