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Estudantes podem usar histórico do Ensino Médio para ingresso na Unemat; veja cursos elegíveis

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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) está com inscrições abertas para o Concurso Vestibular 2025/1, para ingresso no primeiro semestre de 2025, e uma das formas de ingresso é com o histórico escolar do Ensino Médio, que deve ser anexado no ato da inscrição.

Com os dois modos de entrada, esta edição oferta 2.550 vagas em 63 cursos, distribuídos em 13 municípios do Estado.

O candidato que ainda estiver cursando o 3º ano do Ensino Médio poderá enviar o histórico escolar parcial, do 1º e 2º ano do Ensino Médio, que pode ser retirado na secretaria da escola onde estuda. Neste caso, para fins de avaliação, a nota do 2º ano será repetida no 3º ano. Também são aceitos os certificados de conclusão via Provão, Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O critério de seleção por histórico escolar consiste na classificação do candidato pelo seu desempenho (notas ou conceitos) do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Biologia e História, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Caso essas disciplinas tenham sido cursadas acompanhadas de outras, será avaliada a área equivalente.

As notas em cada uma dessas disciplinas serão utilizadas para calcular a nota final de cada candidato: as notas de Língua Portuguesa serão equivalentes à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática para Matemática e suas Tecnologias; Biologia para Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e História para a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. O cálculo de conversão pode ser conferido no item 17 do edital do vestibular.

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Na Unemat, o ingresso por histórico escolar por ser usado para os cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Ciência da Computação, Ciências Econômicas, Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia de Produção Agroindustrial, Engenharia Elétrica, Engenharia Florestal, Geografia, História, Jornalismo, Letras, Matemática, Pedagogia, Sistemas de Informação, Tecnologia de Alimentos, Tecnologia em Gestão e Inovação em Agronegócios e Zootecnia.

Ingresso por vestibular

Os cursos de Agronomia, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem e Medicina terão, obrigatoriamente, ingresso por prova, que será aplicada nas cidades de Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Bugres, Cáceres, Colíder, Cuiabá, Diamantino, Juara, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.

A prova compreende duas fases: a primeira envolve questões objetivas sobre Ciências da Natureza e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias, Ciências Humanas e suas tecnologias, e Linguagens, Códigos e suas tecnologias; já a segunda consiste em uma prova de redação.

As duas fases serão realizadas em etapa única, aplicada no dia 8 de dezembro, das 13 às 18 horas.

Inscrições

Seja para ingresso por meio de provas ou por histórico escolar, os interessados devem se inscrever no vestibular até o dia 4 de novembro. As inscrições para o seletivo por histórico escolar custam R$ 50. Já para o ingresso por meio do vestibular custam R$ 150.

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O resultado final do vestibular será divulgado a partir do dia 3 de fevereiro e o período letivo terá início no dia 17 de fevereiro.

Qualquer dúvida, basta entrar em contato com a Diretoria de Gestão de Concurso e Vestibulares (Covest) pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 98120-0095.

Clique aqui e confira o edital completo e a página de inscrições.

Veja abaixo os cursos elegíveis para ingresso por histórico escolar e os campi em que estão localizados:

  • Administração (Noturno): Campo Verde, Diamantino, Juara, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra
  • Arquitetura e Urbanismo (Integral): Barra do Bugres
  • Ciências Biológicas (Noturno): Alta Floresta, Cáceres, Nova Xavantina e Tangará da Serra
  • Ciência da Computação: Alto Araguaia (Noturno), Barra do Bugres (Noturno) e Cáceres (Matutino)
  • Ciências Econômicas (Noturno): Sinop
  • Educação Física: Cáceres (Matutino) e Diamantino (Noturno)
  • Engenharia Civil (Integral): Nova Xavantina, Sinop e Tangará da Serra
  • Engenharia de Produção Agroindustrial (Noturno): Barra do Bugres
  • Engenharia Elétrica (Integral): Sinop
  • Engenharia Florestal (Noturno): Alta Floresta
  • Geografia (Noturno): Cáceres e Sinop
  • História (Noturno): Cáceres
  • Jornalismo (Noturno): Tangará da Serra
  • Letras (Noturno): Alto Araguaia, Cáceres, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra
  • Matemática (Noturno): Barra do Bugres, Cáceres e Sinop
  • Pedagogia (Noturno): Cáceres, Juara e Sinop
  • Sistemas de Informação (Noturno): Sinop
  • Tecnologia de Alimentos (Noturno): Barra do Bugres
  • Tecnologia em Gestão e Inovação em Agronegócios (Noturno): Tangará da Serra
  • Zootecnia (Integral, com atividades concentradas no matutino): Pontes e Lacerda

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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