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“Eu só consegui ter minha casa agora por causa do subsídio do SER Família Habitação”, diz beneficiária

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“Eu só consegui ter minha casa agora por causa do subsídio do governo. É muito caro comprar um imóvel aqui. Qualquer quitinete custa mais de R$ 1,5 mil e são bem menores que o meu novo apartamento”, afirma Clarice Forcelini, que recebeu o subsídio do Governo de Mato Grosso, por meio do Programa SER Família Habitação, e adquiriu um apartamento no Residencial Cidade Bela, em Nova Mutum.

Clarice conta que nunca se atreveu a procurar um financiamento por conta de suas condições financeiras. Os valores eram muito altos e, por isso, ela e o filho acabaram permanecendo na casa da mãe, sem perspectiva de quando poderiam sair.

A situação mudou com o Programa SER Família Habitação. Com os subsídios do Estado e o apoio da prefeitura, Clarice teve a entrada do imóvel, que equivale a 20% do valor total, zerada e passou a pagar uma parcela de R$ 1 mil.

“Eu já estou planejando a minha mudança e a compra de alguns móveis. Agora, eu e meu filho de 10 anos vamos começar a seguir a nossa trajetória de forma independente. Minha família está me apoiando e estou muito feliz com esta nova etapa da minha vida”, disse Clarice.

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As chaves foram entregues na segunda-feira (15.9), em uma solenidade que contou com a participação do governador Mauro Mendes e da primeira-dama, Virginia Mendes, idealizadora do programa.

Governador Mauro Mendes durante solenidade de entrega de 256 casas em Nova Mutum nessa segunda-feira (15.9). Foto: Caroline Rodrigues/MT Par

Segundo o governador, o acesso à moradia digna não é apenas um benefício social, mas também um investimento que transforma vidas. “Eu tenho certeza de que essa sensação gostosa que vocês estão vivendo hoje, eu e minha esposa Virginia já vivemos. E isso não tem preço. Aliás, tem preço sim. É o preço do trabalho, do acreditar, do lutar, do sonhar”, afirmou.

Para a primeira-dama, a casa própria representa a realização de um sonho e abre portas para novas conquistas. “Meu coração se enche de alegria quando vejo famílias tendo a oportunidade de morar em um lugar seguro e transformá-lo em lar”, declarou.

O Residencial Cidade Bela conta com 256 apartamentos de 44 metros quadrados de área privativa, divididos em dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. A área comum dispõe de playground, espaço de convivência e churrasqueira.

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O empreendimento integra o Programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, operacionalizada pela MT Participações e Projetos (MT Par). Apenas nessa modalidade, quase 13 mil famílias já receberam subsídios para o financiamento.

Um dos blocos do Residencial Cidade Bela, que foi entregue nessa segunda-feira em Nova Mutum. Foto: Caroline Rodrigues/MT Par

De acordo com o presidente da MT Par, Wener Santos, o programa tem dado certo pelo formato adotado. “Reunir todas as esferas em um único objetivo, que é a construção de casas populares, tornou o sonho de muitas famílias viável. Estamos falando de milhares de trabalhadores que querem ter uma moradia própria e não conseguem juntar o valor da entrada. E foi nessa parte que o governo entrou: ajudou as pessoas a conquistarem o imóvel próprio pagando uma parcela inferior ao aluguel”, destacou.

SER Família Habitação

Na modalidade Entrada Facilitada, o programa já atendeu 12.848 famílias com subsídios. Até o início de setembro, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 213,4 milhões em recursos destinados à habitação.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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