MATO GROSSO

Fale Cidadão 2.0 e Painel de Ouvidoria ampliam transparência e eficiência nos serviços públicos

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A Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) lançou, na manhã desta terça-feira (31.3), o Fale Cidadão 2.0 e o Painel de Ouvidoria, durante a Semana de Ouvidoria e Transparência do Poder Executivo Estadual. As ferramentas ampliam a transparência, incentivam a participação da população e contribuem para a melhoria dos serviços públicos.

O Painel de Ouvidoria, desenvolvido pela Unidade de Inteligência da CGE, disponibiliza dados em tempo real sobre número de manifestações, prazos de atendimento, tipificação e desempenho por órgão. “A ferramenta é aberta ao público, permite aplicar filtros e fortalece o controle social e a transparência ativa”, explicou a secretária adjunta de Ouvidoria-Geral e Transparência da CGE, Karen Oldoni.

Já o sistema Fale Cidadão 2.0 foi reformulado pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) para oferecer mais agilidade, segurança e facilidade de uso. “Integrado aos serviços digitais do Estado, o sistema traz uma experiência mais simples ao cidadão e amplia a atuação estratégica das ouvidorias. Por meio dele, o cidadão pode registrar denúncias, elogios, reclamações, sugestões, solicitações e pedidos de informação”, pontuou.


O secretário controlador-geral do Estado, Paulo Farias, destacou que as ouvidorias precisam avançar para um modelo mais proativo, voltado à prevenção de problemas e à melhoria contínua dos serviços.

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“A ouvidoria precisa deixar de operar exclusivamente sob a lógica da reação e avançar para uma atuação baseada na antecipação. É preciso ir além da escuta passiva e desenvolver uma escuta ativa, capaz de alcançar não apenas quem reclama, mas também quem nunca se manifestou. O futuro das ouvidorias públicas passa por essa transformação: deixar de ser um instrumento que reage ao problema para se tornar um mecanismo que ajuda a evitá-lo”, afirmou.


Palestras

A programação contou ainda com especialistas convidados que abordaram temas importantes para o fortalecimento das ouvidorias públicas. O diretor de Proteção e Defesa do Usuário de Serviço Público da Controladoria-Geral da União (CGU), Leonardo Alamy Martins, falou sobre a Ouvidoria além da escuta. Já a diretora de Articulação, Supervisão e Monitoramento de Acesso à Informação da CGU, Cibelle Brasil, explanou sobre a relação entre transparência e proteção de dados pessoais.


Por sua vez, o superintendente de Governança para Resultados, Eficiência e Inovação da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Washington Fernando da Silva, destacou a importância da inovação no serviço público, com foco em soluções práticas para o dia a dia da população.

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Programação

No período vespertino, foi realizada reunião da Rede de Ouvidorias, com foco na discussão de novas práticas de atuação estabelecidas na Instrução Normativa nº 01/2026, publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (31.03). A programação da Semana de Ouvidoria continua nesta quarta-feira (01.04) com o treinamento “Rotinas de Ouvidoria e Fale Cidadão 2.0.”, para as equipes da Rede de Ouvidorias do Governo de Mato Grosso.

O lançamento das novas plataformas teve a participação do superintendente da Controladoria-Geral da União (CGU) em Mato Grosso, Ricardo Plácido Ribeiro; do secretário do Tribunal de Contas da União (TCU) em Mato Grosso, René Oliveira Neuenschwander Júnior; do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), William de Almeida Brito Júnior; do presidente da Associação Brasileira de Ouvidores – Seccional MT (ABO), Jonathan Telles e do ouvidor-geral da Defensoria Pública do Estado, Getúlio Pedroso da Costa Ribeiro, e do assessor do gabinete da ouvidora-geral do Sistema Único de Saúde do Ministério da Saúde, Ronald Ferreira.

  • Acesse AQUI o Painel de Ouvidoria.
  • Acesse AQUI o Fale Cidadão 2.0.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada

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A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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