Policiais militares da Força Tática do 6º Comando Regional prenderam uma mulher, de 20 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite desta terça-feira (18.2), em Mirassol d’Oeste.
Com a suspeita, identificada como integrante de uma facção criminosa, a PM apreendeu porções de maconha, cocaína e pasta base.
As equipes policiais estavam em patrulhamento pela cidade e receberam informações sobre um ponto de venda de drogas. De acordo com as denúncias, o local seria gerenciado pela integrante da facção.
Os militares foram até o endereço e encontraram a suspeita, com as mesmas características informadas na denúncia, deixando uma motocicleta e entrando em uma vila residencial. A suspeita tentou fugir ao ver as viaturas, mas foi alcançada e detida.
Na abordagem, nada de ilícito foi encontrado com ela. Já na verificação do baú da moto deixada pela mulher, os policiais encontraram meio tablete de maconha. Questionada sobre a droga, a suspeita afirmou que dentro de sua casa havia mais entorpecentes guardados.
A equipe da Força Tática entrou no imóvel e localizou mais meio tablete de maconha, uma sacola contendo pedras de pasta base e mais seis porções grandes de cocaína. Além disso, foi apreendido uma balança de precisão e materiais utilizados para o tráfico.
A mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida para a delegacia de Mirassol d’Oeste para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.