MATO GROSSO

Forças de segurança de MT apreendem cerca de 500 quilos de cloridrato de cocaína e causam prejuízo de R$ 12,5 milhões às facções

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As forças de segurança apreenderam, nesta quinta-feira (10.4), cerca de 500 quilos de cloridrato de cocaína em uma aeronave na zona rural do município de Colniza (a 1.050 km de Cuiabá). O prejuízo estimado às facções criminosas é de R$ 12,5 milhões com a apreensão da droga.

A ação faz parte da operação Protetor das Fronteiras e Divisas e contou com a atuação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), 8º Comando Regional da Polícia Militar, 11ª Companhia Independente de Colniza e Polícia Federal.

A droga estava dividida em 12 fardos e foi localizada na aeronave após troca de informações entre as forças de segurança na região entre os estados de Mato Grosso e Rondônia. Além do entorpecente, foi apreendida uma arma de fogo com seis munições intactas. O piloto conseguiu fugir e está sendo procurado.

Diante dos fatos, os materiais apreendidos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Porto Velho (RO), para as devidas providências.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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