As forças estaduais de segurança registraram aumento de 140% na quantidade de drogas apreendidas em Mato Grosso no primeiro bimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Conforme dados do Observatório de Segurança Pública, 9 toneladas de entorpecentes foram apreendidas em operações das polícias Militar, Civil, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e ações integradas com forças federais, enquanto no mesmo período de 2024 foram retiraram 3,7 toneladas de drogas de circulação.
O volume de drogas apreendido no primeiro bimestre deste ano representa um prejuízo estimado em R$ 138 milhões às facções criminosas ligadas ao tráfico.
Entre janeiro e fevereiro deste ano, a cocaína foi o entorpecente com maior quantidade apreendida, totalizando 4,6 toneladas, sendo 50% do total, seguida pela maconha, com 3,2 mil quilos, e pasta base, que somou pouco mais de 1,1 tonelada.
O secretário de Segurança Pública, coronel PM Cesar Rover, considerou os números positivos e atribuiu os resultados ao programa Tolerância Zero às Facções Criminosas, lançado pelo governador Mauro Mendes em novembro do ano passado, e ao empenho e determinação das policiais em combater o tráfico de droga e todas as modalidades de crimes.
“Vínhamos de um trabalho intenso de repressão ao tráfico, trabalho que se tornou mais intenso ainda nos últimos três meses, com o Tolerância Zero. Em 2024, registramos um aumento de 57% no volume de apreensões em relação a 2023, saltando de 26,2 para 46,2 toneladas de drogas”, lembra o secretário.
“Então, o resultado desses primeiros dois meses de 2025 indicam que estamos no caminho certo, mas, sabemos, é importante lembrar que esse combate ao tráfico é permanente e a cada dia será desenvolvido com mais força e empenho por nossos policiais”, reforça Roveri.
O secretário destaca que o Governo do Estado tem investido em armamentos, viaturas, meios tecnológicos, inteligência investigativa e todos os mecanismos necessários à atuação policial para reprimir o tráfico e atacar o lado financeiro, descapitalizando as facções criminosas.
“A apreensão de drogas é parte fundamental contra as atividades das facções criminosas. Além enfraquecer financeiramente os grupos criminosos, impedimos que a droga chegue ao destino final, que são os centros de consumo, causando danos às famílias e aumentando a violência de um modo geral. A droga está diretamente relacionada a crimes como homicídio, roubos, furtos, entre outros”, enfatiza Roveri.
O projeto inovador de inteligência geoespacial utilizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) no combate aos incêndios florestais e às queimadas ilegais ficou entre as cinco melhores práticas do país no 2º Prêmio Brasil MAIS. A iniciativa foi destaque durante a cerimônia de premiação realizada no Encontro Nacional de Usuários RedeMAIS – Meio Ambiente Integrado e Seguro, em Brasília (DF), nos dias 17 e 18 de junho.
O evento reuniu representantes de órgãos públicos de todo o país para compartilhar experiências e soluções tecnológicas voltadas à gestão pública, fiscalização ambiental, segurança pública e enfrentamento de ilícitos. Representando o CBMMT, participaram o comandante-geral da corporação, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, e o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza.
Intitulado “Inteligência geoespacial aplicada ao enfrentamento de incêndios florestais e queimadas ilegais: o uso estratégico pelo CBMMT das imagens Planet”, o projeto destaque demonstra como as imagens diárias de alta resolução da constelação Planet, disponibilizadas pela Rede Brasil MAIS, vêm sendo utilizadas para o monitoramento contínuo das ocorrências, aprimorando a tomada de decisão e a otimização dos recursos empregados no combate aos incêndios florestais.
Na prática, a ferramenta contribuiu para a redução recorde dos focos de calor, dos eventos de fogo e da área queimada em Mato Grosso, além de ampliar significativamente as ações de fiscalização ambiental realizadas ao longo de 2025.
Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel Glêdson, o reconhecimento evidenciou a importância do trabalho desenvolvido pela corporação na incorporação de tecnologias avançadas às estratégias de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais.
Já o comandante do BEA, tenente-coronel Heitor Alves de Souza, destacou que a iniciativa fortaleceu a capacidade operacional e fiscalizatória da corporação, uma vez que a ferramenta passou a permitir o acompanhamento diário da dinâmica do fogo, a diferenciação dos tipos de ocorrências e o direcionamento mais preciso das ações de combate e fiscalização em campo.
“A Rede Brasil MAIS possibilitou acesso a imagens com maior frequência e agilidade. Essa integração à nossa plataforma institucional contribuiu diretamente para alcançarmos resultados expressivos. Obtivemos uma redução recorde nos focos de calor, nos eventos de fogo e na área queimada. Também registramos um aumento de aproximadamente 74,6% no valor das multas administrativas aplicadas e um crescimento de 62,4% no número de ações de fiscalização no ano passado”, afirmou.
Além da premiação, os representantes do CBMMT participaram do encontro como palestrantes, compartilhando experiências e resultados obtidos em Mato Grosso, além de conhecerem novas ferramentas e soluções capazes de tornar ainda mais eficiente o enfrentamento aos incêndios florestais e às queimadas ilegais.
O coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra apresentou a palestra “Políticas públicas associadas ao combate de crimes ambientais e outros ilícitos”, enquanto o tenente-coronel Heitor Alves de Souza abordou o tema “Corpos de Bombeiros Militares: casos de uso e resultados”.
A participação da corporação teve como objetivo demonstrar a importância da inteligência geoespacial, do sensoriamento remoto e da análise de dados como instrumentos estratégicos de apoio à prevenção, à resposta operacional, à fiscalização e à responsabilização ambiental, especialmente diante dos desafios impostos pelos incêndios florestais e pelas queimadas ilegais.
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