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Ganha Tempo da Praça Ipiranga retoma atendimentos nesta sexta-feira (29)

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informa que a unidade do Ganha Tempo da Praça Ipiranga reabre às 14h desta sexta-feira (29.11). A população já pode contar com diversos serviços, como emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), a emissão de taxas, a habilitação de seguro desemprego e entre outros.

Após o incêndio, ocorrido em maio deste ano, o espaço passou por uma reforma com investimentos de R$ 1,6 milhão, o que permitiu um novo projeto elétrico, a troca de todo o cabeamento e quadros de energia, uma nova pintura interna e externa, um novo sistema de alarme de incêndio, a instalação de dois novos racks para o sistema de lógica, a troca do forro, a manutenção de coberturae entre outros reparos.

A reforma foi autorizada e acompanhada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), já que o prédio é tombado como patrimônio histórico de Mato Grosso.

A unidade disponibiliza atendimentos dos seguintes órgãos: Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Procuradoria Geral do Estado (PGE-MT), Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e Sistema Nacional de Emprego (Sine).

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O agendamento online para a solicitação da Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo RG, também poderá ser feito a partir das 14h, pelo link disponível aqui. E, para quem fez a solicitação da CIN antes do fechamento da unidade e ainda não retirou, poderá retirar o documento na unidade.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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