MATO GROSSO

Governador anuncia incremento de 24% no valor da sessão de hemodiálise feita pelo SUS

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O Governo do Estado complementará em 24% o valor da sessão de hemodiálise realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso. O anúncio do incentivo foi feito pelo governador Mauro Mendes nesta quinta-feira (10.10).

O objetivo do incremento é auxiliar o funcionamento das 11 clínicas renais habilitadas pelo Ministério da Saúde em Mato Grosso, que atendem a cerca de duas mil pessoas no estado. Juntas, elas realizam em torno de 30 mil sessões de hemodiálise por mês.

“O valor que o SUS passa para essas clínicas é muito pequeno e, após um estudo criterioso da Secretaria de Estado de Saúde, decidimos fazer um reajuste com o dinheiro do Estado para atender esses pacientes. É um aumento de 24% do repasse, para que esse serviço não seja interrompido e que mantenha, acima de tudo, a qualidade para o tratamento dessas pessoas que têm insuficiência renal e precisam ser submetidas à hemodiálise”, disse o governador.

Com o novo incentivo financeiro do Estado, as clínicas que prestam serviços para o SUS receberão mais R$ 43,25 para a execução de cada sessão de hemodiálise.

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Além disso, o Estado já complementa o valor deste serviço por meio do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF), que prevê uma parcela de incentivo para as sessões de hemodiálise. A média deste recurso é de aproximadamente R$ 15,78 por sessão.

“Ao total, o Estado passa a complementar em R$ 59 o valor da sessão de hemodiálise em Mato Grosso, o que equivale a um aumento de 24%. Esse incremento é muito positivo para as clínicas e, sobretudo, para o cidadão, que terá a garantia de um serviço contínuo de qualidade”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

O deputado estadual e médico nefrologista, dr. João, enalteceu a iniciativa do Governo do Estado. “Governador, eu te agradeço em nome de todas as clínicas de nefrologia do Estado de Mato Grosso, agradeço ao secretário Juliano e à SES pelo brilhante trabalho e agradeço ao deputado Max Russi pelo apoio da Assembleia Legislativa. De coração, hoje é um dos dias mais felizes da minha vida”, finalizou.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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