MATO GROSSO

Governador determina apoio imediato a Porto dos Gaúchos após vendaval

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O governador Mauro Mendes determinou o envio imediato de ajuda emergencial para Porto dos Gaúchos, município atingido por um vendaval com rajadas de até 80 km/h na noite desta terça-feira (08/10).

Em ação rápida, duas equipes da Defesa Civil do Estado já estão na cidade para levantar os danos e orientar a Prefeitura na decretação da situação de emergência.

Além do suporte técnico, também foi enviado um caminhão com telhas, colchões, caixas d’água e kits dormitório para garantir assistência às famílias atingidas.

“Pedimos que a Defesa Civil fosse até o local, e ela já está lá dando suporte. Vou conversar com o prefeito Vanderlei para garantir que a Prefeitura conte com todo o apoio do Governo do Estado. Vamos ajudar as pessoas e os órgãos públicos que foram afetados por esse evento extremo do nosso clima”, afirmou o governador.

Apesar da força do temporal, que causou destelhamentos em casas, prédios públicos, postos de combustíveis e quedas de árvores e postes, a Prefeitura informou que nenhuma família ficou desabrigada.

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A atuação da Defesa Civil também inclui o apoio para homologação estadual e reconhecimento federal da emergência, permitindo a liberação de recursos extras para reconstrução e assistência.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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