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Governo de Mato Grosso lança Centro de Excelência em Inteligência Artificial

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O Governo de Mato Grosso avança na inovação tecnológica com o lançamento do Centro de Excelência em Inteligência Artificial de Mato Grosso (ceIA.MT), realizado nesta quarta-feira (17.9), no Salão Nobre Cloves Vettorato, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Sob a coordenação da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), o evento contou com a apresentação dos pilares e do cronograma de ações, bem como ocorreram palestras sobre as aplicações e os impactos da Inteligência Artificial (IA).

Segundo o secretário de Planejamento e Gestão de Mato Grosso, Basílio Bezerra, o Centro tem como missão preparar a gestão pública estadual para o uso estratégico, ético e inovador da Inteligência Artificial. “Por meio das ações do Centro de Excelência em Inteligência Artificial, buscamos promover soluções capazes de aprimorar os serviços oferecidos à população. Além disso, ele contribuirá para estabelecer Mato Grosso como referência em inovação governamental”, ressalta o secretário.

O ceIA.MT funcionará de forma vinculada ao Laboratório de Inovação da Seplag-MT, com foco em capacitação, consultoria, apoio a projetos, produção de conhecimento e disseminação de boas práticas. No que diz respeito às capacitações, atuará em três níveis: básico, para despertar a consciência digital; intermediário, transformando conhecimento em prática, e avançado, criando soluções que mudam o futuro. Ademais, o Centro de Excelência em IA busca estruturar uma rede de colaboração que una órgãos estaduais, setor privado, Academia e sociedade civil, estimulando a troca de experiências e o desenvolvimento de iniciativas conjuntas.

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De acordo com o secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão, há pelo menos 16 projetos sendo desenvolvidos que usam do potencial da inteligência artificial. Ele acrescenta que o ceIA.MT é mais do que uma entrega do Governo de Mato Grosso.

“Ele é um convite para enxergarmos o futuro com coragem e responsabilidade. Ao inaugurarmos o ceIA.MT, afirmamos que a tecnologia não é fim em si mesma, mas meio para transformar a vida das pessoas. Queremos que nossos servidores dominem a Inteligência Artificial não apenas como ferramenta técnica, mas como linguagem de inovação, colaboração e serviço público. O mundo vive a era dos algoritmos, mas nós acreditamos que o valor maior está no humano que dá direção a essa potência. Por isso, fazemos questão de que cada passo seja guiado por ética, transparência e foco no cidadão”, salienta o adjunto.

O ceIA.MT atua nos seguintes eixos: formação e qualificação de servidores públicos em diferentes níveis de conhecimento em IA; apoio a órgãos e entidades estaduais no desenvolvimento e implementação de projetos de Inteligência Artificial; criação de uma rede de colaboração para fomentar inovação e troca de experiências; alinhamento do uso da IA a princípios éticos, de transparência e foco no cidadão; e realização de eventos, divulgação de cases de sucesso e integração com diversos setores.

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Segundo o presidente da MTI, Cleberson Gomes, o lançamento do Centro de Excelência em Inteligência Artificial foi um momento histórico para Mato Grosso.

“A MTI, como empresa de tecnologia do Estado, tem muito orgulho de fazer parte dessa iniciativa, que coloca a inovação a serviço da gestão pública e da população. Este é um passo estratégico e inovador, alinhado com a visão de futuro do nosso governador Mauro Mendes, que sempre nos impulsiona a buscar a modernização e a eficiência. O uso ético e estratégico da IA vai nos permitir aprimorar os serviços públicos, tornando-os mais ágeis, eficientes e personalizados para o cidadão mato-grossense”, destaca o presidente da MTI.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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