MATO GROSSO

Governo de MT amplia rede de proteção às mulheres e entrega nova escola em Lucas do Rio Verde

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O Governo de Mato Grosso ampliou, nesta quinta-feira (2.7), a estrutura de segurança pública e de educação de Lucas do Rio Verde, com as inaugurações da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) e da Escola Estadual Luiz Carlos Ceconello.

As duas entregas reforçam os investimentos do Estado em políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e à ampliação do acesso à educação de qualidade.

Durante a cerimônia, o governador Otaviano Pivetta destacou que segurança e educação são políticas complementares na construção de uma sociedade mais justa.

“Nós podemos fazer muito mais. A cada escola de qualidade que inauguramos, estamos prevenindo uma geração inteira contra todo tipo de violência. Nosso papel é oferecer políticas públicas que criem oportunidades e garantam que as mulheres conquistem cada vez mais autonomia e liberdade”, afirmou.


A nova Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funcionará em um prédio cedido pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde. A estrutura foi planejada para oferecer atendimento humanizado, com recepção, salas de atendimento, cartórios, brinquedoteca, sala de escuta especializada, gabinete da delegada e ambientes acessíveis. Os móveis foram fornecidos pela Polícia Civil.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressaltou que a implantação da unidade fortalece a atuação das forças de segurança na proteção das mulheres no município.

“Essa foi uma das primeiras determinações do governador Otaviano Pivetta. A parceria com a Prefeitura foi decisiva para que a delegacia se tornasse realidade. Hoje entregamos um espaço preparado para acolher as vítimas com dignidade e oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais que atuam no enfrentamento à violência”, destacou a delegada-geral.

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Para a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, a inauguração representa uma conquista construída pela união entre instituições comprometidas com a defesa dos direitos das mulheres.

“Este espaço simboliza acolhimento, segurança e respeito. Mais do que atender vítimas, ele fortalece uma rede de proteção e amplia as condições para que mulheres rompam o ciclo da violência”, salientou.

A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, ressaltou que a nova unidade amplia a rede de proteção não apenas às mulheres, mas também a crianças e idosos vítimas de violência.

“A abertura de uma Delegacia da Mulher significa instalar um espaço de proteção. É resultado do diálogo entre Estado e município e demonstra o compromisso do Governo de Mato Grosso com políticas públicas voltadas às pessoas que mais precisam”, afirmou.

O deputado estadual Chico Guarnieri destacou que os investimentos do Estado vêm ampliando a estrutura de atendimento às mulheres em diversas regiões de Mato Grosso.

“O fortalecimento das Delegacias Especializadas e a expansão de ferramentas como o Botão do Pânico demonstram o compromisso do Governo do Estado em investir em tecnologia, inovação e proteção às mulheres”, salientou o parlamentar.

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O prefeito Miguel Vaz afirmou que a nova delegacia fortalece uma rede de atendimento construída em parceria entre município e Estado.


“A segurança pública é uma das prioridades de Lucas do Rio Verde. Atuamos de forma integrada com as forças policiais e, desde 2021, mais de 1.100 mulheres receberam atendimento no município, sendo 327 acompanhadas por medidas de monitoramento. A nova delegacia amplia essa rede de proteção e oferece um ambiente mais adequado para acolher quem precisa”, ressaltou Miguel Vaz.

Escola moderna

Ainda durante a agenda em Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta entregou a nova Escola Estadual Luiz Carlos Ceconello, construída para atender estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental.

Com investimento superior a R$ 12 milhões, a unidade conta com 18 salas de aula, quadra poliesportiva, refeitório, acessibilidade e sistemas de segurança, além de capacidade para atender até 630 estudantes por turno.

Ao destacar a importância da nova estrutura, o governador afirmou que investir em educação é uma das formas mais eficazes de transformar a realidade das futuras gerações.


“Uma escola de qualidade transforma vidas. É nela que criamos oportunidades, despertamos talentos e construímos o futuro do nosso Estado”, pontuou o governador Otaviano Pivetta.

Participaram do evento a suplente ao Senado Margareth Buzzetti, o diretor da Politec, Jaime Trevisan, e autoridades locais.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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