MATO GROSSO

“Governo de MT deu um passo ousado e ofereceu respostas rápidas a quem esperava há anos com Fila Zero”, afirma secretário

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A Saúde Pública de Mato Grosso atravessa um dos períodos mais estruturantes de sua história. Com investimentos em infraestrutura, tecnologia e ampliação da oferta de serviços especializados, o Governo do Estado implementou ações estratégicas para fortalecer a assistência em todas as regiões e reduzir gargalos históricos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Programas como Fila Zero na Cirurgia, Todos Juntos pela Saúde Plena, Imuniza Mais MT, além da criação da nova Tabela SUS Mato Grosso, da entrega de novos hospitais e da transformação digital na rede assistencial fazem parte de um conjunto de medidas idealizadas pelo governador Otaviano Pivetta voltadas à regionalização, à eficiência da gestão e à ampliação do acesso da população aos atendimentos.

Nesta entrevista, o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, aborda os principais avanços na saúde em Mato Grosso e programas desenvolvidos pela atual gestão para fortalecer o atendimento da população.

1. O Fila Zero na Cirurgia se tornou uma das políticas públicas mais reconhecidas da Saúde em Mato Grosso, sobretudo para os gestores municipais. O que representa esta nova etapa do programa?

O Fila Zero nasceu para enfrentar uma demanda histórica da população mato-grossense: a longa espera por cirurgias eletivas e procedimentos especializados. Desde a implantação do programa, conseguimos avançar de forma muito consistente na redução desse passivo, ampliando a capacidade de atendimento e oferecendo respostas mais rápidas a quem aguardava há anos por um procedimento.

Nesta nova etapa, pensada pelo governador Otaviano Pivetta, damos um passo ainda mais ousado. Com investimento de R$ 400 milhões e previsão de mais de 588 mil procedimentos, ampliamos a capacidade operacional do programa e diversificamos as estratégias de execução. Estamos fortalecendo a atuação dos consórcios intermunicipais, ampliando o credenciamento de prestadores privados e potencializando a capacidade da própria rede estadual.

Os resultados desta nova etapa já são positivos. No primeiro semestre de 2025, o Fila Zero registrou a execução de 55.614 procedimentos. Já no mesmo período de 2026, até 30 de maio, foram realizados 226.421 procedimentos, um aumento de mais de 300%, com 170.807 atendimentos a mais em relação ao ano anterior.

Com esse importante programa, a média de espera do paciente caiu de 77 para 45 dias, representando uma diminuição de 41%, o que reflete em mais eficiência e resolutividade no atendimento prestado pelo SUS em Mato Grosso.

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2. A nova Tabela SUS Mato Grosso tem sido apontada como uma medida inovadora. Por que ela foi necessária?

A tabela nacional do SUS está há muitos anos defasada e já não reflete os custos reais dos procedimentos. Isso gera um gargalo importante porque limita a participação de hospitais e prestadores privados, reduzindo a oferta de serviços à população.

Na Tabela SUS Mato Grosso, idealizada pelo governador Otaviano Pivetta, fizemos isso com uma visão estratégica de tornar o Estado mais atrativo para ampliar sua rede de parceiros e acelerar o atendimento especializado. Em muitos procedimentos, os valores pagos pelo Estado passaram a ser significativamente superiores aos da tabela nacional, inclusive com previsão de custeio de órteses, próteses e materiais especiais.

Na prática, essa medida melhora a capacidade de contratação, amplia a concorrência saudável entre prestadores e, principalmente, aumenta a oferta de serviços. O maior beneficiado é o cidadão, que passa a ter mais acesso e menor tempo de espera.

3. O Hospital Central de Alta Complexidade já está em funcionamento. Qual o impacto dessa entrega para Mato Grosso?

O Hospital Central representa uma entrega histórica para Mato Grosso. Estamos falando de uma obra que permaneceu paralisada por 34 anos e que simbolizava um passivo estrutural da saúde. Sua conclusão marca não apenas o encerramento de uma espera histórica, mas o início de uma nova fase para a assistência de alta complexidade no estado.

Desde o início do funcionamento, o Hospital Central já realizou mais de 17 mil procedimentos em pacientes de 104 municípios de Mato Grosso, o que evidencia sua relevância para toda a rede estadual e a capilaridade desse atendimento especializado, sobretudo quando falamos em nível de qualidade.

O impacto é sistêmico. O Hospital Central não beneficia apenas Cuiabá ou apenas a rede pública, mas eleva a qualidade do padrão assistencial em todo o estado de Mato Grosso, seja na rede pública ou privada, ao atuar como referência em alta complexidade e implementar práticas e protocolos inovadores.

4. Além dessa entrega, há hospitais regionais em construção em Juína, Confresa e Tangará da Serra. Qual a importância dessas obras?

Essas obras refletem uma mudança estrutural na saúde pública do Estado. Durante muitos anos, Mato Grosso conviveu com vazios assistenciais importantes em regiões estratégicas, o que gerava a concentração de atendimentos em poucos municípios.

Os novos Hospitais Regionais, em construção em Juína (65% concluído), Confresa (64% concluído) e Tangará da Serra (63% concluído), foram planejados justamente para corrigir essa distorção. Sabemos que é um grande desafio concluir e colocar em funcionamento cada uma dessas unidades, mas elas são fundamentais para uma saúde pública mais acessível à população.

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Quando essas unidades estiverem em pleno funcionamento, teremos uma rede muito mais equilibrada, descentralizada e preparada para atender o crescimento populacional do Estado.

5. O Saúde Digital ganhou destaque nacional. Como essa ferramenta está mudando a assistência?

O Saúde Digital democratiza o acesso ao cuidado especializado. Em um estado com grandes distâncias geográficas, a tecnologia deixa de ser apenas inovação e passa a ser uma necessidade estratégica.

Por meio da telessaúde, conseguimos conectar profissionais e pacientes a especialistas sem a necessidade de longos deslocamentos. Isso gera economia de tempo, reduz custos para o sistema e facilita o acesso, especialmente em municípios mais distantes dos polos regionais.

Desde 2023, já foram realizados 637.826 telediagnósticos, 17.413 teleconsultorias, 17.759 teleinterconsultas e 5.944 teleconsultas no Estado. Esse desempenho resultou em uma economia estimada em R$ 650 milhões, principalmente em deslocamento de pacientes, porque eles foram atendidos próximos de suas casas.

Além disso, o Saúde Digital fortalece a Atenção Primária ao oferecer suporte técnico aos profissionais da ponta. Isso melhora a capacidade de resolução local e torna a rede mais eficiente.

6. O Governo de Mato Grosso lançou recentemente o programa Juntos pela Saúde Plena. Como o Estado pretende incentivar avanços na Atenção Primária, que é uma responsabilidade dos municípios?
O programa Juntos pela Saúde Plena foi pensado pelo governador Otaviano Pivetta e representa um avanço importante na forma como pensamos a organização da rede de saúde em Mato Grosso. Sabemos que uma Atenção Primária forte, resolutiva e bem estruturada é a base para um sistema de saúde mais eficiente, porque é nesse nível de atenção que conseguimos atuar de forma preventiva, promover o cuidado contínuo e identificar precocemente agravos à saúde.

Nosso objetivo com o programa é apoiar tecnicamente os municípios no fortalecimento da Atenção Primária, oferecendo ferramentas, estratégias e suporte para qualificar ainda mais o atendimento prestado à população.

Quando a Atenção Primária funciona bem, toda a rede é beneficiada. Conseguimos reduzir a sobrecarga em unidades de urgência, evitar internações por condições sensíveis e melhorar os desfechos em saúde.

Fonte: Governo MT – MT

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OAB - MT

OAB-MT se reúne com o Tribunal Regional do Trabalho para tratar do projeto Equaliza

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Foto da Notícia: OAB-MT se reúne com o Tribunal Regional do Trabalho para tratar do projeto Equaliza

imgA Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23) se reuniram, nesta quinta-feira (08), para tratar do Projeto Equaliza, que prevê a equalização de cargas, metas e força de trabalho do Tribunal. Projeto que é uma determinação do Tribunal Superior do Trabalho, e que precisa ser implantado por todos os TRTs.

“Tivemos esse primeiro contato com a proposta, ouvimos algumas informações e vamos aguardar o envio de uma minuta pelo TRT. Daremos retorno para o Tribunal com sugestões e solicitações que possam beneficiar todos aqueles que atuam na Justiça do Trabalho e todos os jurisdicionados”, afirmou presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
Para o desembargador Aguimar Peixoto, presidente do TRT da 23ª Região, o diálogo é importante e necessário para que o projeto chegue a melhor proposta possível. A desembargadora Eleonora Lacerda, vice-presidente e corregedora do TRT-23, lembrou que o foco do projeto é o público interno, o objetivo é equalizar a força de trabalho entre magistrados e entre servidores. Mas, acaba afetando a advocacia e, assim, a OAB precisa ser ouvida.
imgNa avaliação da presidente da Comissão de Direito do Trabalho, Roberta Borges, as mudanças são inevitáveis e é necessário buscar a melhor forma de se adaptar às novas realidades.
“A preocupação é garantir que tudo seja feito de forma positiva para o jurisdicionado e para a advocacia”, pontuou a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
A reunião contou ainda com a participação da conselheira federal da OAB-MT, Fernanda Brandão, do presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 23ª Região (Amatra), juiz Ulisses Taveira, além de juízas auxiliares da presidência e da corregedoria do TRT-MT.
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Judite Rosa
Assessoria de Imprensa OAB-MT
Celular/WhatsApp: 65-99610.7865
Instagram @oabmatogrosso

Fonte: OAB – MT

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