MATO GROSSO

Governo de MT envia equipe da Defesa Civil a Cotriguaçu para apoio após chuvas intensas

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O Governo de Mato Grosso já determinou que uma equipe da Defesa Civil do Estado siga para Cotriguaçu (a 950km de Cuiabá), na manhã desta quarta-feira (21.1), a fim de auxiliar o município em razão das chuvas intensas registradas nesta semana.

Para garantir agilidade no deslocamento da equipe, a ação conta com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o volume de chuva acumulado em Cotriguaçu nas últimas 24 horas atingiu 93 milímetros, e há previsão de continuidade das chuvas, com acumulado de pelo menos mais 80 milímetros nos próximos três dias.

Desde as primeiras horas da chuva, registrada na terça-feira (20), a Defesa Civil do Estado já vinha auxiliando o município com orientações técnicas para o levantamento de danos e apoio à população, e mantém o monitoramento contínuo da situação em Cotriguaçu.

Nesta quarta-feira, a equipe da Coordenadoria de Operações da Defesa Civil vai auxiliar o município na decretação de situação de emergência e no levantamento de danos.

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A previsão é de que um caminhão com materiais de assistência emergencial seja encaminhado ao município ainda nesta quarta-feira (21), para atendimento às famílias afetadas.

O Governo do Estado segue monitorando a situação, com o objetivo de garantir resposta rápida, minimizar danos e assegurar o atendimento à população.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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