MATO GROSSO

Governo de MT sedia Dia de Campo com foco na agricultura familiar em Tangará da Serra

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Tangará da Serra recebeu nesta quarta-feira (11.6) o Dia de Campo – Cadeias de Valor da Agricultura Familiar de Mato Grosso, realizado no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologias (CRPTT) da Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer). Com cinco Estações de Difusão do Conhecimento, os participantes puderam conhecer de perto técnicas inovadoras e resultados de pesquisas voltadas às principais cadeias produtivas da agricultura familiar: café, cacau, banana e mandioca.

A iniciativa é do Governo de Mato Grosso, com apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seapa), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) e Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).


O evento reflete o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável, valorização do agricultor familiar e a disseminação de tecnologias adaptadas à realidade regional.

Durante a capacitação, as estações abordaram desde a produção de mudas e técnicas de polinização para café, que podem elevar a produtividade a até 130 sacas por hectare em sistemas irrigados, até o cultivo do cacau em sistemas consorciados, como o sistema Saaf (com mandioca, cacau, mogno e culturas alimentares). Também foram discutidas inovações no cultivo da mandioca e na produção de mudas de banana BRS Terra Anã por cultura de tecidos — tecnologia que garante sanidade, produtividade e expansão da cultura.

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O presidente da Empaer, Suelme Fernandes destacou a importância do evento para os participantes. “Aqui eles puderam ver a diferença entre técnicas tradicionais e as tecnologias aplicadas no centro de pesquisa. Precisamos plantar com a mesma eficiência dos grandes produtores, e o Dia de Campo é uma oportunidade de mostrar que a agricultura familiar pode, sim, ser altamente produtiva”, destacou Suelme Fernandes.


Suelme, também ressaltou o protagonismo de Mato Grosso no apoio à agricultura familiar. “Estamos vivendo um momento inédito de investimento no setor. São R$ 500 milhões destinados pelo Governo do Estado por meio da Seaf, o maior orçamento do país para agricultura familiar”, ressaltou.

Com 237 inscrições confirmadas, número superior ao público inicialmente previsto, o evento reuniu agricultores familiares, técnicos, professores e estudantes. Para Welington Procópio, coordenador do CRPTT da Empaer em Tangará, o sucesso do evento reforça a importância da integração entre pesquisa e extensão. “Hoje, mostramos o trabalho realizado com as quatro cadeias prioritárias incentivadas pelo Governo: café, cacau, banana e mandioca. São tecnologias acessíveis e com retorno garantido para o produtor de pequena escala”, observou o coordenador.

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Entre os destaques do evento, o engenheiro agrônomo Antonimar Marinho, com 43 anos de atuação na Empaer, apresentou o sistema consorciado para o cultivo do cacau, que será implantado no campo experimental de Tangará da Serra e, posteriormente, levado a áreas de pequenos e médios produtores. “Esse sistema aumenta a rentabilidade e torna o cacau uma cultura viável e promissora no estado”, afirmou.


Na estação dedicada ao café, o pesquisador Jocir Kasecker alertou para a importância do manejo adequado: “A produção de mudas de café robusta é simples, mas exige atenção. O produtor precisa escolher se quer focar em viveiro ou plantio, e usar a técnica certa com dedicação”, salientou.

Luciano Gomes Ferreira, engenheiro agrônomo da UNIGEP na Seaf, representou a secretária Andreia Fujjioka. Também participaram das apresentações os pesquisadores Dolorice Moreti (mandioca), Humberto Marciclio e Elder Cassimiro (banana), além da professora Drª Maurecilme Lemes (Unemat/Fapemat), que detalhou a técnica de cultura de tecidos aplicada à produção de mudas de banana BRS Terra Anã.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Procuradora destaca proteção às mulheres indígenas em oficina

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A coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, participou nesta terça-feira (8) da Oficina de Formação das Conselheiras da FEPOIMT Mulher, realizada dentro da programação de formação continuada promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT).
Durante o encontro, a procuradora de Justiça do MPMT abordou o tema “Políticas Públicas para Mulheres” e apresentou a proposta de parceria institucional para a segunda etapa da formação.
A iniciativa reúne representantes indígenas de diferentes regiões do estado com o objetivo de fortalecer a atuação das conselheiras em seus territórios, ampliando o conhecimento sobre direitos, acesso à Justiça, enfrentamento à violência e participação nos espaços de decisão. A FEPOIMT possui abrangência em sete regionais, representando mais de 46 povos indígenas e cerca de 86 terras indígenas em Mato Grosso.
Ao abrir sua palestra, a procuradora destacou a importância da construção coletiva de uma rede de proteção efetiva para as mulheres indígenas. “Quando falamos em rede, podemos imaginar uma rede tecida por muitos fios. Um fio sozinho pode se romper. Mas, quando vários fios se encontram e se fortalecem, eles conseguem acolher, sustentar e proteger”, afirmou.
Durante a exposição, a procuradora reforçou que a Lei Maria da Penha protege todas as mulheres, incluindo integralmente as mulheres indígenas, e ressaltou que o respeito às tradições e à diversidade cultural não pode ser utilizado para justificar qualquer forma de violência.
“A cultura merece respeito. Os povos indígenas têm o direito de preservar seus modos de vida, suas línguas, suas tradições e suas formas próprias de organização. Mas nenhuma tradição pode ser utilizada para justificar agressões, ameaças, estupros, humilhações, controle, perseguições ou qualquer outra forma de violência contra a mulher”, enfatizou.
A representante do Ministério Público também explicou que o atendimento às mulheres indígenas deve considerar suas especificidades culturais, linguísticas e territoriais, garantindo acolhimento adequado e acesso efetivo aos serviços públicos de proteção.
Segundo Elisamara Sigles, o fortalecimento da rede passa pela atuação integrada de instituições públicas e organizações indígenas. “A rede de proteção não deve chegar à comunidade para falar pela mulher indígena. Ela deve chegar para escutá-la, compreender sua realidade e caminhar ao seu lado”, destacou.
A oficina integra a proposta da FEPOIMT Mulher de criar um processo permanente de formação das conselheiras indígenas, inspirado na experiência de formação de defensores de territórios e adaptado à realidade das mulheres indígenas mato-grossenses. Entre os temas discutidos estão direitos dos povos indígenas, defesa dos territórios, acesso à Justiça, identificação e encaminhamento de violações de direitos, enfrentamento às violências e fortalecimento das organizações indígenas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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