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Governo vai asfaltar ligação entre Primavera do Leste e distrito de Nova Poxoréu

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O Governo de Mato Grosso vai asfaltar a ligação entre o município de Primavera do Leste e o Distrito de Nova Poxoréu. O trecho de 6 km será fundamental para a população do distrito, que faz parte de Poxoréu, mas que em sua maioria trabalha e desenvolve outras atividades em Primavera.

Após reunião realizada nesta terça-feira (25.11) com prefeitos e lideranças locais, o governador Mauro Mendes explicou que o objetivo é neste ano finalizar todas as tratativas para formalizar o convênio com as prefeituras e, desta forma, ter obras em andamento já em 2026.

“Essa é uma boa notícia para a população de Nova Poxoréu, que há muitos anos convive com a estrada de chão para poder chegar em Primavera. Tomamos essa decisão junto com o vice-governador Pivetta e se Deus quiser, ano que vem o trator vai roncar nessa estrada”, afirmou.

O prefeito de Primavera do Leste, Sergio Machnic, explicou que Nova Poxoréu funciona como um bairro de Primavera, só que localizado em outra cidade. O distrito fica a quase 50 km da sede de Poxoréu, mas para chegar em Primavera basta subir um pequeno trecho de serra.

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“Como o aluguel em Primavera é mais caro, essas pessoas moram no distrito, que é mais barato. Mas elas passam por esse sofrimento de enfrentar lama ou poeira e a obra vai garantir mais dignidade para os moradores”, disse.

A região começou a ser habitada a mais ou menos 15 anos, explicou o prefeito de Poxoréu, Luciano Sol. Com o crescimento constante do distrito, a infraestrutura é cada vez mais necessária.

“Esse Governo vem construindo um Mato Grosso para todos, vem fazendo a diferença para o nosso Estado. Então essa parceria é muito importante, porque pega os anseios da cidade. E são as menores cidades que mais necessitam de ajuda e o Governo tem dado todo o apoio”, disse.

Conforme explicou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, ainda há algumas pendências em relação aos documentos e ao projeto elaborado pela prefeitura de Poxoréu, para que o convênio seja formalizado. Com a parceria, os recursos, estimados em R$ 7 milhões, serão destinados às prefeituras, que ficarão responsáveis por executar a obra.

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Também participaram da reunião, realizada no Palácio Paiaguás em Cuiabá, os deputados estaduais Nininho, Thiago Silva e Sebastião Rezende, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, além de vereadores dos dois municípios.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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