O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) capacita mais de 100 engenheiros agrônomos, integrantes da autarquia, para reforçar as ações de vigilância e impedir a entrada de pragas quarentenárias que não ocorrem em Mato Grosso, mas que estão presentes em estados próximos. A capacitação, que começou nesta segunda-feira (10.11) e vai até quinta-feira (13.11), está sendo realizada no auditório do Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase/MT), no Centro Político-Administrativo, em Cuiabá.
Entre as pragas que o Indea tem como foco preventivo, estão a “vassoura-de-bruxa”, que dizima plantações de mandioca e, atualmente, está presente no Amapá; a “monilíase do cacaueiro”, praga que afeta a cultura do cacau e do cupuaçu, com presença confirmada no Amazonas; a “fusariose da bananeira”, fungo de solo de rápida disseminação e agressividade, bastante presente na região Sudeste, além das pragas “mosca-da-carambola” e “greening”, doença que dizima pomares cítricos, como os de limão e laranja.
“O custo para se prevenir é muito menor do que para se controlar e erradicar. Portanto, esse treinamento vem para nos preparar, caso ocorra uma possível introdução de doenças na área vegetal dentro do nosso Estado. Aqui, nossos servidores estão conhecendo mais a fundo cada uma delas e aprendendo como adotar as medidas necessárias para sua erradicação e controle”, explica o diretor técnico do Indea, Renan Tomazele.
Renan explica que a entrada de pragas pode ocorrer via trânsito de pessoas, animais e mercadorias, por meio do transporte de plantas, frutos ou sementes infestadas. Um dos fatores que levam à necessidade da constante capacitação das equipes responsáveis por impedir a entrada de pragas quarentenárias é a grande extensão territorial de Mato Grosso, que faz fronteira com seis estados brasileiros e com a Bolívia.
“Nossas equipes atuam de forma vigilante, 24 horas por dia, acompanhando esse trânsito de sementes, máquinas e demais produtos, justamente para impedir que pragas de outros lugares entrem aqui e causem ameaça à nossa agricultura. Esse treinamento vem para fortalecer essas equipes com o repasse de medidas mais atuais de identificação, prevenção e contenção de pragas quarentenárias”, reforça o diretor técnico do Indea.
O treinamento, organizado pela Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal (CDSV), reunirá especialistas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de órgãos estaduais de defesa agropecuária de diferentes regiões do país.
O evento também incluirá palestras sobre as responsabilidades da fiscalização técnica e o poder de polícia administrativa, além de um painel voltado para o desenvolvimento de conexões e resultados institucionais.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou com vida, nesta sexta-feira (1º.5), uma mulher de 37 anos que estava desaparecida na região da Terra Indígena Sararé, no município de Pontes e Lacerda (a 444 km de Cuiabá).
As buscas foram conduzidas pelas equipes da 8ª Companhia Independente Bombeiro Militar (8ª CIBM) e tiveram início no dia 28 de abril, quando um familiar comunicou o desaparecimento da mulher. As informações repassadas indicavam que ela estaria perdida na mata desde o dia 25, após se separar da irmã, com quem estava acompanhada. Ela não foi vista desde então.
Para a operação de busca, foram empenhadas equipes terrestres e um binômio cinotécnico (condutor e cão de busca), capaz de localizar pessoas mesmo em áreas de difícil acesso, além do apoio da Força Nacional, que utilizou um drone equipado com sensor térmico para auxiliar no trabalho, e de voluntários.
Durante a operação, as equipes enfrentaram grande dificuldade devido à mata fechada, ao relevo irregular e à presença de morros, cânions com cursos d’água ativos, várias quedas d’água e trechos bastante úmidos e escorregadios. Mesmo diante das condições adversas, as equipes mantiveram as buscas de forma contínua até localizar a mulher em um local de difícil acesso.
A vítima estava viva, porém debilitada e com dificuldade de locomoção. Após localizá-la, imediatamente, os bombeiros realizaram o atendimento pré-hospitalar inicial, incluindo avaliação, estabilização e preparação para a retirada da mata. A mulher foi acondicionada em maca tipo envelope, garantindo sua estabilidade durante o transporte terrestre até a viatura dos bombeiros.
Devido ao terreno íngreme, os bombeiros precisaram utilizar técnicas de salvamento em altura, com instalação de sistemas de ancoragem e cabos de sustentação, para assegurar a segurança da equipe e da vítima durante todo o percurso terrestre. O resgate durou aproximadamente 4 horas e 20 minutos, em razão da vegetação densa, do relevo acidentado e à necessidade de atravessar cursos d’água.
Após o resgate, a vítima foi encaminhada a uma unidade hospitalar para receber os cuidados médicos.
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