MATO GROSSO

Indea promove em Cuiabá a principal conferência brasileira sobre defesa agropecuária

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Mato Grosso vai sediar, entre 16 e 18 de junho, a 9ª Conferência Nacional sobre Defesa Agropecuária (CNDA). Organizado pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), o evento será realizado no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. São esperados cerca de 1,5 mil participantes, entre produtores rurais, profissionais e entidades ligadas ao agronegócio de todo o Brasil.

Para a presidente do Indea, Emanuele Gonçalina de Almeida, a conferência é o maior evento nacional sobre defesa agropecuária do país e serve de oportunidade para que produtores rurais e profissionais da área tenham acesso ao que há de mais novo e recente no assunto.

“Eventos como esse ajudam a aprimorar, atualizar e a progredir os serviços que o setor realiza e que, no final, resultam em oferta de alimentos mais saudáveis, com práticas e manejos mais sustentáveis, de forma que todo o processo envolvendo a agropecuária obtenha avanços a partir de encontros como o que iremos realizar”, explica.

Nos três dias de eventos serão abordados 28 eixos temáticos em 201 palestras técnicas, com a participação de todas as entidades estaduais e nacionais que envolvem o agronegócio. Realizado pela primeira vez em Mato Grosso, a Conferência Nacional sobre Defesa Agropecuária é realizada a cada dois anos. O último foi realizado em Goiás, em 2024.

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A 9ª CNDA terá a abertura às 8h de terça (16.06) com realização simultânea de encontros nacionais de Saúde Animal (Ensan), Inspeção Animal (Enimal), Fiscalização de Agrotóxicos (Enfisa), Sanidade Vegetal (Ensave), Educação Sanitária (Enesa), Inspeção Vegetal (Enive) e Encontro Nacional de Sementes e Mudas (Enasem). Confira aqui a programação.

No segundo dia de evento, as atividades dos encontros nacionais seguem com debates e apresentações técnicas, e, no terceiro dia, haverá mesas-redondas e oportunidades de troca de informações.

A 9ª Conferência Nacional sobre Defesa Agropecuária (CNDA) reunirá profissionais das mais diversas regiões do país. Confirmaram participação palestrantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul e Rondônia, além de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de agências estaduais de defesa sanitária.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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