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Inscrições para processo seletivo de bombeiros temporários terminam nesta sexta-feira (26)

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Termina nesta sexta-feira (26.9) o período de inscrições para o processo seletivo simplificado do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), que visa a formação de cadastro de reserva para os cargos de soldado BM de segunda classe temporário, nas especialidades de auxiliar e condutor.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site https://seletivo.seplag.mt.gov.br. Os aprovados vão atuar tanto nas unidades já em funcionamento quanto nas novas unidades que serão inauguradas no estado.

Podem se inscrever candidatos com idade entre 18 e 35 anos, que tenham ensino médio completo e Carteira Nacional de Habilitação válida, categoria B para auxiliar e categoria D para condutor.

A remuneração é de R$ 3.602,23, acrescida de auxílio-alimentação no valor de R$ 486,14. A jornada de trabalho poderá ocorrer em regime de escala, para atividades operacionais, ou em expediente diário, no caso de funções administrativas. O contrato de trabalho terá duração máxima de oito anos, com renovações anuais.

Os candidatos à especialidade de auxiliar poderão escolher, no momento da inscrição, o polo onde desejam atuar. A opção inclui municípios com unidades já instaladas, como Poconé, Água Boa, Comodoro, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Campo Novo do Parecis, além de cidades que receberão novas unidades, como Sapezal, Juara, Canarana, Mirassol D’Oeste, Querência, Tapurah, Aripuanã e Paranatinga.

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Para a especialidade de condutor, que é novidade neste processo seletivo, os interessados também poderão optar entre municípios com unidades já estabelecidas e cidades onde as novas unidades ainda serão implantadas. A lista completa com todos os municípios está descrita no edital.

Ao todo, o processo seletivo está dividido em diferentes fases, conforme a especialidade. Para o especialista condutor, o processo contará com quatro fases: Avaliação de Títulos e Experiência Profissional, Prova Escrita, Teste de Aptidão Física (TAF) e Investigação Social e Documental. Já para auxiliar serão três etapas: Prova Escrita, Teste de Aptidão Física (TAF) e Investigação Social e Documental.

Prova Escrita

A aplicação da prova escrita está prevista para o dia 12 de outubro. Para a especialidade de condutor, a prova abordará os seguintes conteúdos: Legislação de Trânsito, Direção Defensiva, Noções de Primeiros Socorros, Mecânica Básica, Condução de Viatura em Situações Especiais, além de Ética, Disciplina e Postura Profissional. Serão 33 questões, com pontuação máxima de 50 pontos.

Para a especialidade de auxiliar, o conteúdo da prova incluirá Matemática, Língua Portuguesa, Noções de Primeiros Socorros, além de Geografia e História de Mato Grosso. A prova será composta por 34 questões, também com pontuação máxima de 50 pontos.

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O candidato que não atingir a pontuação mínima de 40% do somatório de pontos da prova objetiva será eliminado do processo seletivo. Após a prova escrita, os candidatos aprovados deverão realizar o Teste de Aptidão Física (TAF), previsto para ocorrer entre os dias 3 e 9 de novembro.

Todas as fases do processo seletivo serão divulgadas no Diário Oficial do Estado e no site https://seletivo.seplag.mt.gov.br. Concluídas todas as fases, os aprovados deverão realizar o Curso Básico de Soldado Temporário para serem incorporados à tropa.

Demais informações complementares estão disponíveis no edital. Consulte o edital completo aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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