O Instituto Ciranda, reconhecido nacionalmente pelo ensino gratuito de música de orquestra, oferta o curso de regência de fanfarra e práticas percussivas, neste domingo (23.11), em Sinop. Com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) via emenda parlamentar, o programa intitulado Giro Pedagógico visa capacitar e implantar grupos de fanfarra em Mato Grosso.
Além de Sinop, outros quatro polos estratégicos de ensino recebem a iniciativa, sendo: Água Boa (em 18 de janeiro), Tangará da Serra (em dia 25 de janeiro) Várzea Grande (em 8 de fevereiro), além de Cuiabá, onde a capacitação ocorreu nessa quarta-feira (20).
Ao todo, o programa contemplará 38 municípios do Estado, que receberão 50 kits de instrumentos de percussão para fanfarra. Cada kit contém entre 12 e 24 itens (taróis, surdos, bumbos e pratos).
O curso de capacitação e implantação de fanfarras tem duração de dez meses, com encontros online todas as segundas-feiras, além de oficinas práticas a cada semestre. As aulas práticas do curso são lideradas pelo professor de percussão Alberto Ramos e pelo maestro Murilo Alves.
Para a segunda rodada de encontros presenciais, participantes de outros municípios contemplados no programa vão se deslocar até as cidades polo de maneira estratégica, e cada qual com seu instrumento garantido.
“Dessa forma, o Giro Pedagógico vai alcançar todas as regiões de Mato Grosso, são 38 municípios contemplados, mais de 100 participantes e previsão de novos grupos de fanfarra se multiplicando em todos os cantos do estado. São agrupamentos musicais mais acessíveis, podem funcionar muito bem como núcleos de ensino musical importantíssimos. A ideia é capacitar pessoas para que eles possam compartilhar o conhecimento”, destaca Murilo Alves.
Com disciplinas de Teoria Musical, Regência e Percussão, o programa Giro Pedagógico tem como principal objetivo desenvolver competências musicais com a capacitação de professores. A iniciativa busca promover a educação musical inclusiva, fomentando o acesso das comunidades escolares com estratégias pedagógicas inovadoras para a multiplicação do ensino musical, estimulando a criatividade e a expressão musical.
“Muitas cidades de Mato Grosso enfrentam desafios no acesso a uma educação musical de qualidade devido à falta de recursos, infraestrutura inadequada e carência de professores especializados. Expandir os programas de educação musical pode transformar a experiência educativa e enriquecer muito a cultura local”, conclui Murilo.
O documentário Memórias de Alda, que retrata a vida de Alda Vanique e Diacuí Kalapalo no contexto da Expedição Roncador-Xingu (1943-1953) e da Marcha para o Oeste, será lançado nesta sexta-feira (17.4), às 19h, no cinema Cine Laser, em Barra do Garças, com entrada gratuita. O curta-metragem foi financiado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com recursos do edital Diretor Estreante – edição Lei Paulo Gustavo.
Com direção da documentarista Fátima Rodrigues e pesquisa da jornalista Carina Benedeti, a produção mergulha na história das duas mulheres, cujas vidas foram marcadas por relações matrimoniais e por tensões culturais no Brasil de meados do século XX.
Casada com o coronel Flaviano de Mattos Vanique, líder da expedição Roncador-Xingu, Alda Vanique teve a união pautada por conveniências familiares e por dificuldades de adaptação cultural, que culminaram em seu trágico suicídio de após a mudança para o interior de Mato Grosso.
O documentário também recupera a história de Diacuí, indígena do povo Kalapalo, que se casou com o sertanista Ayres Cunha na Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. O evento midiático reuniu mais de 10 mil pessoas e, na época, a imprensa tratou o episódio como a primeira união entre “civilizados” e “selvagens”, termos que refletiam o racismo estrutural do período.
As histórias de Alda Vanique e Diacuí Kalapalo estão interligadas pelos conflitos socioculturais enfrentados por ambas durante o casamento. Embora não se conhecessem, suas trajetórias, marcadas por tragédias conjugais em 1946 e 1953, influenciaram os rumos da Marcha para o Oeste e da política indigenista brasileira.
Para Carina Benedeti, o filme retrata encontros e desencontros de um Brasil ainda em processo de reconhecimento de si mesmo, “evidenciando conflitos de gênero construídos ao longo da história”, comenta.
Segundo Fátima Rodrigues, o filme propõe um diálogo entre pesquisadores, historiadores e familiares de expedicionários, buscando analisar como a instituição do casamento esteve atrelada a aspectos socioeconômicos e culturais da época.
“Mesmo em contextos distintos, as histórias de Alda e Diacuí se entrelaçam ao marcar os rumos de uma das maiores expedições de ocupação do interior do país”, pontua a cineasta.
Para contextualizar os relatos, foram realizadas gravações nas cidades de Nova Xavantina (MT), Barra do Garças (MT), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ). O filme recebeu apoio do projeto de extensão Núcleo de Produção Digital da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Araguaia.
Fátima Rodrigues explica que a exibição gratuita no cinema local busca democratizar o acesso à sétima arte e fortalecer a produção local.
“É uma oportunidade de ocupar um espaço onde majoritariamente circulam filmes estrangeiros, mostrando que o cinema produzido em Barra do Garças também pertence ao circuito exibidor”, finaliza.
Serviço: Evento: Lançamento do documentário Memórias de Alda Quando: sexta-feira (17.4), às 19h Local: Sala 02 do Cine Laser, Barra Center Shopping – Barra do Garças Entrada: Gratuita (retirada de ingressos 15 minutos antes da sessão) Destaque: Haverá distribuição gratuita de pipoca aos participantes
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