Até essa sexta-feira (15.8), Mato Grosso não registrou casos confirmados de sarampo. No momento, há cinco casos em investigação de sarampo no estado, sendo que 45 casos suspeitos já foram descartados em 2025.
Os casos investigados estão nos municípios de Cáceres (1), Cuiabá (2), Sinop (1) e Querência (1).
A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Alessandra Moraes, destaca que o Estado adotou a estratégia “dose zero” para prevenir a reintrodução da doença.
“Não há casos confirmados de sarampo em Mato Grosso, mas estamos reforçando as medidas de prevenção. Neste semana, ampliamos a ‘dose zero’ para os 142 municípios do estado, sendo que essa estratégia é voltada especificamente para bebês de 6 a 11 meses. As doses de rotina devem ser mantidas, essa é apenas uma proteção antecipada e adicional. Adultos também precisam atualizar o cartão vacinal, caso necessário”, explicou.
A gestora ainda esclareceu que o último caso confirmado de sarampo em Mato Grosso ocorreu em 2020, no município de Lucas do Rio Verde.
“Foi um caso isolado e, desde então, não houve mais casos confirmados da doença. O sarampo é altamente contagioso e a SES trabalha fortemente na prevenção, por meio da vacinação, para evitar que novos casos apareçam”, concluiu.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).
A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.
“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.
A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.
No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.
Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.
“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.
A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.
“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.
As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.
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